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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

NOD178. O ás de espadas

Sempre pensara ser filho daquele homem que o educara e lhe ensinara todos os segredos com as armas e, de repente, aquela revelação mudou toda a sua vida. 

"Caímos sobre o rancho de surpresa. Não ficou ninguém vivo. Eu fiquei para trás vigiando. Não convinha deixar qualquer testemunha. Retirava-me por fim quando ouvi o choro de uma criança. Aproximei-me para... Agarrei-o pensando deixá-lo em qualquer parte. Essa criança eras tu... Julgaram endoidecer quando me viram contigo. Discutimos, mas chegámos a acordo... Aquela foi a nossa última aventura. Separámo-nos quando vendemos o gado roubado. Eu fiquei contigo... Os teus pais morreram. Vi-os ambos juntos, caídos no chão e cobertos de sangue. Teu pai jogava as cartas e ficou com um ás de espadas na mão...". 

A partir daquele momento abandonou tudo o que pertencera àquele bandido que o criara e os velhos companheiros deste foram aparecendo mortos com um ás de espadas sobre o corpo. A sua fama ultrapassou todas as fronteiras... e um dia voltou à terra natal onde, com surpresa, reencontrou as suas raízes e algo mais... 
Eis um livro de Joe Mogar, autor com 52 obras registadas em Portugal, um dos autores que mais apreciava. 
A capa, assinada por um Francisco Savi, mostra um homem abatido e uma jovem perante aquele que ficou conhecido como o "Ás Negro".

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

NOD162. A dama do puma


 
 
Que formosa era aquela mulher!...
... e deslocava-se acompanhada de um puma...
Mas as coisas começaram a correr-lhe mal. Dona de razoável fortuna, quis adquirir os ranchos dos seus vizinhos. Estes recusaram e, inesperadamente, ... começaram a aparecer mortos, dilacerados como se uma fera os tivesse atacado...
Afirmou a sua inocência, mas a sua argumentação parecia ineficaz para convencer a cidade. Até que aquele homem chegou...
Eis mais uma novela de Joe Mogar, toda ela envolvida em mistério e marcada pelo encanto daquela mulher.
A capa, de A. Bernal, mostra um momento em que o puma, feroz, salta sobre um malfeitor que tentou alvejar a sua formosa protegida.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

NOD147. A orgulhosa de Fowler


 
Todos os arrogantes têm uma história triste por trás. Isso acontecia com aquela mulher, a orgulhosa de Fowler. Uns anos antes, tinha sido violada, roubada e, não contentes com isso, ainda lhe raptaram a filha... Nunca mais soube dela.
Um dia, o filho de alguém que participara nesses atos chegou ao seu rancho e contratou-o. Ambos se reconheciam na história do passado, mas tentaram ocultar isso um ao outro. Relacionavam-se, sempre com algo escondido nesse relacionamento.
Ela conduziu a sua vingança e fê-lo ir parar à prisão...
A novela desenvolve-se verdadeiramente cinco anos depois. O ex-presidiário procura a menina raptada e, após ter abatido os que efetivamente participaram no vil ato, trá-la para junto da mãe.
Mas alguém o esperava com más intenções, alguém tinha cometido ações torpes na sua ausência.
Eis mais uma narrativa de Joe Mogar um pouco complexa, em determinados momentos, com passagens muito comoventes.
A capa, magnífica, não assinada, mostra o retorno a Fowler com a menina raptada, entretanto vítima colateral do ataque que lhe moveram no regresso.

Estrutura da obra:

01 Aquele olhar... 

domingo, 1 de maio de 2022

NOD136. "Procura Sarilhos" Jimmy


"Procura Sarilhos" Jimmy era um homem que, inconscientemente, procurava a sua identidade. Fugido das masmorras da Guerra da Secessão, amnésico, cruzava o Oeste à procura de um homem com determinado nome, mas não resistia ao chamamento de uma mulher bela. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

NOD115. Mataram uma mulher


Três mulheres. Ethel, Lina, Donna.
Todas igualmente bonitas, mas com posturas diferentes perante Jeff Kane. Uma delas não resistirá à traição que lhe terá movido. Outra encontrou nele a razão de viver.
Sabe-se que estes livros da Coleção Cow-boy e similares eram resumos. Neste caso, é uma pena que não se disponha da obra original, porque seria um livro para se desfrutar...

segunda-feira, 3 de abril de 2017

NOD072. Um pistoleiro a soldo


Este livro obedece à trama usual de Joe Mogar. Há relações escondidas entre os personagens que os fazem deter um papel determinado na história a qual acaba por se desenrolar de forma inesperada.
Neste caso, na sequência do assassinato do pai, uma jovem disfarçada de rapaz contrata um pistoleiro, um homem amargurado por um passado em que a família foi destruída, que a consegue fazer assinar um papel comprometedor. Uma visão de algo comovente faz com que o pistoleiro abdique dos direitos associados ao documento comprometedor e tenha um papel crucial para uma finalização da história de acordo com o padrão usual.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

NOD029. Morte no rio

«Chamava-se Crystal Dumeine.
E chamavam-lhe o pirilampo do rio.
Alta e esbelta. De curvas fascinantes capazes de perturbar o capitão do barco onde se encontrava. Era orgulhosa e altiva. Morena, de olhos rasgados, grandes e negros como um cume ou um poço.
A boca de lábios carnudos, vermelhos e sensuais incitava ao beijo. O seio era altivo e erecto, a cintura fina, quadris de ânfora e pernas altas e maravilhosas metidas em meias, preta a maioria das vezes.
No dizer de quantos a conheciam, Crystal era uma verdadeira dama crioula, embora, como em todos os casos, houvesse quem tinha opinião contrária. Mas todos concordavam em que era tão perigosa como uma cascavel ou um jaguar das planícies do Texas.» - conta Joe Mogar.
Encerrada naquele barco, ganhando a vida como jogadora, estava muito longe de imaginar o papel que ia ter nos futuros acontecimentos em que um capitão nortista se envolveu quando procurava quem lhe fizera desaparecer os pais, quem o roubara, quem obrigara a sua mulher a fugir...
Deste livro, em que algumas situações parecem de esclarecimento difícil, deixámos algumas passagens que retratam a fulgurante e dramática relação da sua figura principal, Pack Evans, o capitão nortista, com Alina, a sua esposa, a mulher que lhe fugiu para acompanhar um meio-irmão que ludibriara os seus pais, deixando por momentos a ação do «pirilampo do rio» para os que entenderem ler a obra por inteiro.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

NOD028. O regresso de Bob O'Hara


Este é mais um livro de Joe Mogar, cheio de acção. Acção em que a figura do herói é determinante, mas onde a mulher tem um papel importante.
Neste caso, há três mulheres: a que vivia com O'Hara e morreu, lançando-o, desperado, numa vida de pistoleiro; a que, no seu regressou, encontrou tomando banho no rio; e aquela a quem matou o noivo e um dia acabou por salvá-lo da morte porque sentiu o apelo do amor.
A capa, excelente, com assinatura mas não legível, retrata o desenvolvimeto de uma deliciosa cena em que O'Hara encontra a jovem que se banha nas águas do rio a qual se sente ofendida com a sua presença...
Leia
O REGRESSO DE BOB O'HARA

sexta-feira, 26 de junho de 2015

NOD025. «Sonora» Jim


«Sonora» Jim, o pistoleiro que foi chamado a Austin por uma bela mexicana, acabou por se apaixonar por uma das suas rivais e construir uma vida com ela...
Mas não foi fácil como relata Joe Mogar neste livro minúsculo da Coleção Oeste com um estilo que não é bem o seu, parecendo mais o de um conto para inserir em jornais de BD. No entanto, lá está o encontro junto ao ribeiro e o sacrifício da mulher que deu a vida pelo pistoleiro..

quinta-feira, 5 de junho de 2014

NOD011. A índia do Vale da Morte


Apresentamos, hoje, uma novela excelente: "A índia do Vale da Morte", que nos traz todas as qualidades narrativas de Joe Mogar.
Atentem nesta passagem com que se inicia o livro:
Os Montes Funeral e Telescopio estavam à vista. Como pétreas sentinelas da sepultura de sal, areia, dunas e rochas, que era o deserto do Vale da Morte.
Como lúgubres e mortais sentinelas que quisessem advertir o viajante, o forasteiro, de que ali, entre as suas salitrosas areias, entre o seu fantasmagórico silêncio, se encontrava a morte.
Uma morte horrível, tanto por falta de água como por outra causa qualquer. Sentinelas mudas, mas que avisavam com a sua presença, desde grande distância, que aquilo, aquele lugar, aquela depressão infernal, não podia ser pisada pelo homem.
O cavaleiro sabia-o, também.

Cavalgava, em linha reta, na direção do Monte Funeral, debaixo de um sol de fogo, ao meio-dia. A sua direita, erguia-se, majestoso, o Monte Telescópio, formando uma enorme porta, sempre aberta, para o inferno.
Até ao Vale da Morte.
Mas o cavaleiro não o via. Não via nenhum dos montes. Não via, tão-pouco, aquela larga e plana abertura que, imediatamente, em rápida descida, o levaria por entre dunas, areias cristalizadas, blocos empedernidos de rochas, árvores petrificadas e milenárias, até à sepultura, entre montões de sal, com a boca seca, horrivelmente inchada por falta de água.
Também não pensava.
Podia dizer-se, sem receio de erro, que cavalgava como um autómato e que estava a ponto de cair da sela.
O Monto Funeral encontrava-se a menos de quinhentas jardas dele, quando uma figura apareceu a seu lado, surgindo de entre umas rochas e levando um rifle nas mãos.
Uma «Winchester», mais exatamente.
Os seus olhos, intensamente negros, olharam uns segundos o cavaleiro e logo as mãos levaram o rifle à cara. Durante uns segundos, o cano da arma esteve apontado para o meio do peito dele. Mas não apertou o gatilho.
Em vez disto, baixou o rifle e fê-lo, justamente, quando o cavaleiro deslizava, mansamente, da sela para o solo. Então, o cavalo que montava parou.
Completamente imóvel, com os negros olhos, fixos, muito fixos, na figura do cavaleiro, continuou olhando-o durante vários segundos, até que, finalmente, se decidiu.
Sem abandonar o rifle, desceu, quase correndo, por entre as raquíticas ervas e pedras, até ao lugar da sua queda.
Inclinou-se sobre ele e, com bastante trabalho, voltou-o de boca para cima. Depois, com o semblante completamente rígido, aproximou-se do cavalo. Sabendo que era impossível levantá-lo até à sela, tirou a corda do arção da mesma, prendeu-a à borraina, passou-a por debaixo das axilas do cavaleiro e começou a arrastá-lo...
Se, depois desta passagem, quer ler todo o livro eis

A INDIA DO VALE DA MORTE 

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