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domingo, 11 de maio de 2025

NOD189. Onde acaba a pradaria

Kid Manner é um autor que parece gostar de escrever. Isso nota-se nesta obra onde dedica o primeiro capítulo à formação e localização de Cheyenne, uma cidade famosa pelos duelos intensos e celebrada em obras de Estefania e Joe Mogar. Apreciem: 

Cheyenne, cidade norte-americana cujo nome perpetua a recordação de uma tribo de peles-vermelhas, está situada no extremo Sul-Oriental do Estado de Wyoming, na rota do «Union Pacific», junto do Front Rang, posto avançado do gigantesco espinhaço geológico das Montanhas Rochosas, formidável barreira que separa o Oeste dos Estados Unidos do resto do País. 
 Nas cercanias de Cheyenne está o caminho de Laramie, e um pouco mais ao norte, o chamado «agulheiro» de Wyoming. Por esta zona desfilaram sucessivamente os primeiros caçadores de peles, os pesquisadores de ouro dirigindo--se atropeladamente para os «prazeres» californianos, e o transcontinental mais antigo, o «Union Pacific», que muito contribuiu para o povoamento das planícies centrais e do Oeste. 
Em Cheyenne terminam as «Grandes Planícies», que chocam nos primeiros contrafortes das Rochosas tão bruscamente, como o mar contra a costa que diminui o seu ímpeto cego. Cheyenne surgiu dum momento para o outro. O seu nascimento era uma necessidade imposta pelos fatores geográficos, económicos e políticos. Pode mesmo afirmar-se que se fosse destruída ou o lugar onde se situa deixasse de permanecer na memória dos homens, no mesmo local, onde agora se ergue, seria novamente levantada. 
Desde o primeiro momento, nasceu o pensamento de que essa cidade não teria o mesmo destino de todas as outras que se erguiam um dia, para caírem no outro, somente pela necessidade e imaginação de meia dúzia de homens doidos. 
 Os primeiros dias de Cheyenne foram muito duros. Situada na «fronteira», foi o refúgio de pessoas que nada tinham que perder — mas muito que ganhar — no fabuloso «jogo» da colonização, com a vida suspensa entre as lutas de brancos e índios e contra as cruéis surpresas dum território inexplorado, que passava sem transição do pomar ao deserto. 
 O lema era: perder ou ganhar. Ganhar tudo ou perder tudo, inclusive a vida. Era neste estado de espírito que os pioneiros se encontravam. De 1867, data do seu levantamento, até 1890 Cheyenne, foi a «antessala» do inferno. Tal afirmação não é exagerada, porque, muito poucos, dos homens que morreram na cidade durante esse interregno, partiram para outra vida melhor com a consciência tranquila. Claro está, que quase nenhum deles morria de morte natural. Esse facto era uma particularidade que caracterizava o «clima» da cidade. Não que ela fosse motivada pelos germes patogénicos, mas sim pelas «indigestões» de chumbo e aço. Mas hoje, toda a gente sabe que, onde morre a pradaria, está Cheyenne, vigiando a porta do Oeste...

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

NOD181. Rio San Juan




Bradley aborda o tema da chegada de colonos ao Novo México e as lutas pela posse da terra daí decorrentes.
A violência, vulgar nestas novelas, foi substituída por uma resolução através de uma corrida de cavalos a que se juntou a trama associada às tentativas dos “maus” para ganhar de maneira suja. Mas o herói tudo descobriu e desmontou tendo como prémio a menina mais bela do povoado ainda por cima filha do rancheiro mais poderoso e a quem um dia convidou para dançar...

Bess aproximou-se sorrindo e estendendo a mão a Dave.

- Que prazer vê-lo por cá, Dave! Vai passar uma noite agradável, verá...
- Eu não podia recusar um convite feito pela jovem mais bonita da região.
- É muito amável, Dave.
Vestia um traje azul, muito ajustado ao corpo, que lhe ia muito bem ao rosto. Dava-lhe um ar distinto e diferente, de tal maneira que Dave se sentiu profundamente perturbado ao vê-la junto de si. O violinista começou a executar uma dança bonita e divertida e logo alguns dos vaqueiros se prepararam para bailar.
-O baile vai começar – disse Bess.
-Posso ter a honra de a convidar para este número? – perguntou Dave.
- Certamente que sim… somos os dois mais jovens dos dois únicos ranchos que há no vale.
Dave enlaçou-a, arrastando-a ao compasso da música e em breve teve ocasião de verificar que Bess era, de facto, uma boa dançarina. E quando um dos seus caracóis perfumados lhe roçou pelas faces, Dave sentiu correr-lhe mais apressado o sangue nas veias e o coração palpitou mais fortemente


Um dos méritos da novela é a quase ausência de tiros só presente perto do final para acabar com o mau perder dos desonestos.
No entanto, ao contrário da ideia que fazíamos do autor, as personagens aparecem-nos caracterizadas de uma forma um tanto descuidada, parecendo por vezes o “herói” ser dotado de poderes que ninguém lhe reconhecia pela descrição precedente. Seria um Bradley ainda imaturo a escrever a novela? (tanto nos agradou em posteriores...!).
A capa, de Bosch Penalva, é uma abordagem perfeita do momento da decisão. Ela apresenta um instantâneo da corrida, sendo facilmente reconhecível o esforço da jovem amazona quase a vencer em momento anterior ao jogo sujo do adversário.


E agora é altura de ler RIO SAN JUAN 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

NOD173. Paragem em Cheyenne


Quando Peggy e Wendell Russel regressavam da sua viagem de núpcias e o comboio parou na estação de Cheyenne, ele disse que ia cumprimentar um amigo e saiu do comboio. Ela viu-o a falar com outro homem e entrar num bar, mas, para sua admiração, o comboio partiu sem ele entrar no mesmo.
Na estação seguinte, Laramie, sem dinheiro, Peggy saiu e roubou um cavalo para regressar a Cheyenne. Um jovem bem posto seguiu-a e ajudou-a a arranjar guarida naquela cidade.
Peggy viu-se então metida em monumental confusão em que o seu marido parecia fazer parte de uma quadrilha acabando por ser morto aparentemente enquanto participava na libertação do facínora Red Shoshone, um indivíduo com muitos sósias e «em cujo corpo pequeno se abrigava o maior banditismo».
O companheiro de Peggy ajudou-a a decifrar esta incrível situação e, no final, a bela viúva veio a reencontrar a felicidade.
Este é um livro do Oeste diferente do habitual, com uma entrada bastante interessante mas que se vai vulgarizando à medida que a ação decorre. César Torre mostra uma boa capacidade de para engendrar uma trama interessante, mas não teve força para manter o interesse até ao fim, perdendo-se o livro em situações algo caricatas.
Mas aqui fica o texto integral...

sábado, 2 de novembro de 2024

NOD172. Dois punhos e um revólver



Quando o pai morreu, Wanda herdou um rancho, algumas reses e uma hipoteca de 20000 dólares a satisfazer num curto prazo. O seu credor era um dos poderosos da terra sempre pronto a aproveitar-se da momentânea fraqueza dos seus vizinhos.
A situação de Wanda agravou-se quando os roubos começaram a afetar as suas terras e quando os seus vaqueiros desmotivaram e deixaram a situação ao Deus dará.
Desesperada, pediu ajuda à tia Carolina, mas a velha senhora respondeu-lhe que a situação também não era boa e não a podia ajudar. Mas, sem ela saber, enviou um vaqueiro, Hugh Hallowan, para se aperceber da situação da sobrinha e, com ele, enviou 30000 dólares.
Hugh fez-se passar por vagabundo quando chegou ao rancho de Wanda no qual pediu trabalho. Em breve, a sua destreza se tornou notória e se apercebeu de que alguém existia entre os vaqueiros que jogava contra a patroa e que havia alguém externo interessado na situação de ruína da jovem. E com dois punhos e um revólver conseguiu trazer de novo a esperança ao rancho de Wanda.

sábado, 5 de outubro de 2024

NOD163. Seu anjo de guarda



Amigo, imagine que tem alguém que surge para o proteger em momentos difíceis, mantendo, no entanto, a sua identidade desconhecida.
É vulgar em Murphy a personagem central de uma novela não actuar sózinha. Geralmente, socorre-se de um irmão, de um ou vários agentes da lei, mostrando quão pequenino é o homem neste mundo tão difícil. Mas, nesta novela, só no final vem a descobrir o autor da preciosa ajuda, nada mais nada menos uma pessoa a quem tinha salvo a vida numa situação difícil para ela. É caso para dizer: "os anjos bons acabam por se encontrar".
A capa, um pouco desfigurada, pirosa, de autor desconhecido, reflecte um pormenor da novela, mas podia adaptar-se a qualquer outra do Oeste.

sábado, 28 de setembro de 2024

NOD161. Desafiando o perigo

A cidade de Houston ia ser elevada à categoria de capital do Estado do Texas. Mas a cidade estava pejada de assassinos e ladrões pelo que um corpo de rurais instalou-se na cidade com o objetivo de a limpar.

A missão seria complicada e, para a facilitar, dois elementos daquele grupo permaneceram incógnitos e introduziram-se na cidade como vulgares forasteiros, sujeitos a todos os desafios e desacatos. Pretendiam assim chegar ao interior da banditagem organizada para proceder ao seu desmantelamento.

No decorrer da missão tiveram a sorte de se relacionar com a família de um comerciante cuja filha, uma jovem de assinalável beleza, foi sujeita a assédio por um dos bandidos mais procurados.

A atuação em sua defesa dos dois ruais incógnitos foi espetacular e em breve um deles ganhou fama de pistoleiro e mais créditos para continuar a sua missão. Será que conseguiria levá-la até ao fim? E como seria o seu relacionamento com aquela jovem de incomparável beleza?

Este é mais um clássico da Coleção Búfalo, uma obra típica da década de cinquenta do século passado escrita por um dos autores mais prestigiados: Tex Taylor.

terça-feira, 14 de novembro de 2023

NOD154. Assassinos de mãos limpas

Big Cyril era um pistoleiro dos duros, dos desapiedados. Mas, um dia, a doença não teve piedade dele e transformou-o num farrapo humano consumido pela bebida e desejoso de desaparecer com uma bebedeira das antigas. 
É nesse contexto que foi abordado por um conjunto de indivíduos que lhe propuseram que, em troca da bebedeira final, ele abatesse os homens da Lei que moviam obstáculos aos seus negócios. 
Big aceitou o negócio, mas o contato com uma jovem profissional de «saloon» acabou por fazer vir ao de cima a honra que, apesar do seu estado debilitado, ainda animava o seu ser.

terça-feira, 28 de junho de 2022

NOD141. História de um bandido


Juan Rode vivia apaixonado por Carmen da qual teve uma filha. Mas o pai não aprovava a sua ligação e, seduzido por uma mulher, deserdou o filho e entregou os seus bens aos familiares daquela.
Juan ficou como louco e desatou a disparar. Involuntariamente atingiu a mulher. Fugiu, deixando a filha entregue a uma família amiga para quem enviou dinheiro regularmente. A sua vida transformou-se num inferno de assaltos e assassínios, passando a ser conhecido por Tom «el Toro».
Um dia voltou junto daqueles a quem confiara a filha e veio a descobrir que o dinheiro quem enviara tinha sido usado em proveito próprio. Começou aí nova matança e a procura incansável da filha.

Estrutura da obra:

segunda-feira, 2 de maio de 2022

NOD137. O último rebelde


A bela ideia chave deste livro não nos foi indiferente. Durante mais de cinquenta anos bailou na nossa cabeça e, finalmente, o livro voltou às nossas mãos. Oh! Quantas vezes recordei aquelas palavras: «Salvaste-me a vida e eu dei-te o coração».
Temos de provar que isto acontece mesmo em «O último rebelde». É, por isso, que a partir de hoje e nos próximos dias vamos publicar, em formato passagens, o livro por inteiro. Eis o prólogo...

A guerra da Secessão americana principiou em 12 de Abril de 1861. Depois de várias alternativas, a vitória inclinou-se definitivamente para o lado das Repúblicas da União.
Texas permaneceu sempre fiel aos confederados do Sul, embora no seu território não se houvesse travado nenhuma batalha importante, mas apenas algumas escaramuças.
Em 3 de Abril de 1865 o general Lee, com 60 000 homens, rendeu-se em Appomatox-Court--House às tropas do Norte, acaudilhadas pelo general Grant.
No dia 9 do mesmo mês, o general Johnston entregava-se em Raleigh com o resto das tropas sulistas, e essa rendição acabou com aquela sangrenta guerra civil, que durara quatro anos, e que se deu oficialmente por terminada em 27 de Abril de 1865.
Mas nem todos os componentes do exército sulista se conformaram com a rendição e muitos fugiram, de preferência a tornarem-se prisioneiros da União.
Entre estes, contava-se o major Ronald Watterfield.
Membro de uma abastada família de Alabama, e sulista até à medula, juntou ao seu redor um numeroso grupo de homens audazes e decididos, como ele fiéis ao seu ideal e que sempre conseguira iludir as fortes tropas da União, cujo Governo oferecera uma recompensa avultada a quem o entregasse.
Durante mais de dois meses não se falou senão do último rebelde. O eco das suas façanhas chegou aos mais ignorados recantos da jovem nação americana, até que de súbito, um dia, o grupo dissolveu-se e não mais se tornou a ouvir falar do major Watterfield, como se a terra o houvesse tragado.
Passou tempo, e aquela pujante nação, que se dedicava plenamente à sua tarefa colonizadora e expansiva, esqueceu aquele nome, mas a oferta de uma recompensa continuou de pé, pois que o Governo não podia deixar sem castigo o único homem que ousou desafiar o seu nascente poderio. 
Eis a estrutura da obra:

quarta-feira, 25 de julho de 2018

NOD120. O falso rancheiro



Dois agentes federais procuram um indivíduo responsável pela morte de um rancheiro com o objectivo de o roubar. Na mesma altura a filha do rancheiro desapareceu.
A sua pesquisa leva-os até uma povoação, não muito afastada de Abilene onde começam a surgir fenómenos como assassínios e roubo de gado durante o transporte. Uma jovem rancheira vê-se na contingência de perder os seus bens devido a uma hipoteca que pesa sobre os mesmos e à incapacidade de realizar a venda do gado.
Mas a ação dos federais vai transformar todo este ambiente e um falso rancheiro acaba por ser responsabilizado por crimes anteriores e pelos que assolam a povoação.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

NOD108. A fama do outro


Na Califórnia, na região de Soledad um homem utilizava mão de obra de pessoas chinesas em condições semelhantes a escravatura. Chegava ao extremo de os matar e abandonar quando as autoridades lhe apertavam o cerco.
Um representante da lei, Sybil La Platta, procurava por todos os meios contrariar este tráfico e pouco a pouco o seu nome ultrapassou as fronteiras do local onde habitava.

Nota; algumas páginas sem interesse foram retiradas da disponibilização

quarta-feira, 18 de abril de 2018

NOD107. O orgulho do sulista

Cansado de viver em Worth, Roger Lang abandonou a sua terra e partiu procurando a «pista do Oregão». Passados alguns dias da partida, encontrou uma caravana escoltada por alguns soldados que iam atravessar território dos ferozes «Kiowa» e acabou por se integrar na mesma, apesar de manifestações de desagrado da parte de alguns membros.
No seio da caravana, conheceu a bela Vivian Fox e decidiu que acompanharia aquela rapariga até ao fim por maior desagrado que isso causasse a outros.
Roger tinha lutado pelos sulistas na Guerra da Secessão e tinha especial habilidade no uso de armas, conhecendo bem os costumes dos índios. Ao fim de algum tempo começou a notar algo de esquisito com a caravana e a verdade é que esta ocultava o tráfico de armas com os índios...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

NOD106. O rancho do cão sorridente


Um homem concebe e pratica o assalto perfeito a um banco, mas um pormenor falha: contrariamente ao que esperava, há uma pessoa a trabalhar que procura dar o alarme. Aterrorizado, mata a rapariga e empenha-se numa fuga que o leva longe. Mas é perseguido...
Primeiro o xerife que chega a prendê-lo, mas do qual se consegue desfazer. Depois refugia-se numa estação de mudas abatendo o seu proprietário e o cão que o apoia. Este, abandonado junto a uma rocha, parecia sorrir...
Mas nem assim quebrou a cadeia de pessoas que procuraram aquela estação de mudas... alguns dos quais "não eram tão maus como pareciam..."

Nota: algumas páginas inúteis foram retiradas da disponibilização, designadamente um anúncio na página 1, duas páginas em branco com a única indicação de capítulo 2, a página 128 em branco e a contracapa igual às restantes nesta zona da Búfalo

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

NOD087. O impostor


Na nota de rodapé da capa deste livro pode ler-se «Ele tinha roubado a identidade do seu melhor amigo». Nada mais erróneo do que esta informação, a qual curiosamente é repetida logo no início do texto, para caraterizar a ação de John Campbell.
O advogado, detentor de excelente fama em Tuscaloosa, entendeu que o seu gabinete não tinha defendido da melhor forma um condenado à morte e partiu para o Oeste selvagem, numa viagem incómoda de três semanas, com o objetivo de apoiar a família fazendo passar-se pelo condenado. Depois, já em Rockville, enfrentou um conjunto de desafios o mais importante dos quais foi dominar a paixão por uma irmã que realmente não o era.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

NOD079. Kit "Gatilho"



Kit "Gatilho" é uma obra que apaixona os saudosistas da mítica coleção Búfalo. Nela encontramos uma trama cara à geração de 50. Um miúdo tem de fugir da sua terra natal para não ser morto por um facínora que quis apoderar-se da propriedade dos pais. Foi ajudado por um rancheiro que, para além de lhe entregar a arma do pai, lhe deu mil dólares para as primeiras despesas. Aprendeu a usar as armas e voltou oito anos depois disposto a reaver o que lhe pertencia e a dar aos facínoras o destino merecido.
Será digna da imagem que goza junto dos leitores do nicho? Confesso que não consegui chegar ao fim do livro. As situações são por demais fantasiadas para se acreditar na possibilidade da sua execução. Mas era esse um dos aspectos que entusiasmava os leitores da época como que desejosos de encontrar super-poderes nos heróis da pistola. Aqui fica para o vosso julgamento após o que será religiosamente guardada.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

NOD077. A morte espera no cemotério

Quatro homens reencontram-se depois de alguns anos em que um deles era procurado por todos os outros. Ele, Paul, tinha participado com eles num assalto e fugira com a totalidade do bolo. Agora estava perante a ameaça de armas e a ordem para entregar aquilo de que se apossara. O perfil dos três homens que o procuravam era muito diferente. Um deles, Stevens, inclusivamente, tinha mudado de campo. Agora era representante da lei e queria recuperar o dinheiro para o devolver. Outro, Pierre, era sempre sensível ao apelo da honestidade.
O dinheiro estava escondido num antigo cemitério índio e uma estranha caravana, onde não faltava, a noiva do que fugira com o dinheiro, Luci, pôs-se a caminho para o recuperar e enfrentar um conjunto significativo de desafios, inclusivamente o do nascer de paixões. Que se passaria? Seria o dinheiro devolvido? Ou alguma armadilha estaria à espera de um grupo tão diferenciado.
Eis um livro muito interessante de John Weiber que faz cruzar este estranho grupo com um assalto a uma diligência, fazendo os seus elementos tomar uma posição ao lado dos «bons» que, veio-se a demonstrar, não seriam tão bons quanto era de acreditar.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

NOD073. Homens da fronteira


No final da guerra civil, o coronel do exército confederado Jack Slade voltou à sua terra com o objectivo de refazer a vida contando encontrar em boas condições o irmão e a noiva. Mas a sua esperança em breve se desvaneceu. Um traidor à causa do Sul tinha abatido o irmão, reduzindo o rancho a destroços e tinha seduzido aquela em quem acreditara.
Iniciou então uma odisseia solitária para dar àquele homem o castigo que entendia merecido.
Este é um livro que demonstra a excelência da qualidade narrativa de Joe Sheridan, um autor sempre preocupado com pormenores de precisão geográfica e que consegue transmitir sentimentos e emoções humanas. É incrível como se consegue percorrer quase metade do livro só com os problemas da personagem central, sem fazer intervir outros.

terça-feira, 21 de junho de 2016

NOD051. O quinto condenado



«Colorado» Jim, também chamado «Nevada» Jim ou «Risonho» Jim condenou cinco homens à morte, porque na sequência do assalto a uma diligência onde viajava a sua mãe esta foi abatida. Próximo do local do ataque abriu 5 sepulturas e aí foi depositando os corpos daqueles de quem se foi vingando.
Acontece que «Colorado» era o quinto homem que participara no assalto sem saber que a mãe viajava na diligência. Ele próprio que levou um tiro dos viajantes, ficou ferido no próprio local, sendo tomado por um dos que foram atacados e foi tratado como um sobrevivente.
A procura do quarto condenado iria entroncar na estranha história de um jovem raptado pelos índios e criado por estes durante quase uma vintena de anos a quem o pai continuava a procurar. «Colorado» foi abordado por dois indivíduos sem escrúpulos para se fazer passar por esse jovem dadas as semelhanças entre ambos. Ao aceitar participar nessa farsa, acabou por encontrar o quarto homem e uma jovem que lhe fez mudar as intenções.
Dave Turner tem aqui um livro com uma história de desenrolar muito facilitado, mas com certa piada. Vale a pena lê-la para saber como «Colorado» se vingou de si próprio.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

NOD037. Zimmermann, o pistoleiro


Esta é a verdadeira história de Leo Zimmerman o tristemente célebre pistoleiro do Arizona. O facto que se relata mais adiante é real, e apenas as personagens secundárias são fruto da minha imaginação do autor. O referido facto, muito modificado, foi aproveitado pelo cinema numa excelente versão.
As passagens que aqui deixamos relatam alguns dos passos necessários para mobilizar o homem que, afastado das armas, um dia se dispôs a vencer o pistoleiro devido ao pedido de uma jovem e após uma serie de humilhações.
A capa é notável pela fidelidade ao encontro da jovem com um urso feroz e o seu salvador. Eis mais um bom livro da Coleção Búfalo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

NOD036. Território Índio


"Estavam no terceiro dia de marcha e tinham já alcançado o coração do território índio.
Muitas milhas em redor, somente os índios habitavam aquela região e poucos brancos se haviam até então aventurado em tais paragens e os poucos que o tentaram ou foram mortos ou se viram obrigados a regressar a Santo António, muitos deles feridos.
Somente os colonos se permitiam tais aventuras.
Eram homens empedernidos e coadjuvados por verdadeiras mulheres, os que constituíam a maioria das caravanas.
Muitas delas tinham sido destruídas e os seus componentes chacinados depois das mais cruéis torturas. Mais do que uma devia a salvação aos bravos Federais que, apesar de também sofrerem baixas, nunca deixavam sem resposta um apelo daqueles desgraçados." - é este o ambiente deste «Território Índio» assinado por Ajamaro, autor com apenas quatro obras registadas em Portugal, todas publicadas pela APR.
A capa, mais uma vez, foi modificada por nós para se adequar à obra a que respeitava.

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