Cheyenne, cidade norte-americana cujo nome perpetua a recordação de uma tribo de peles-vermelhas, está situada no extremo Sul-Oriental do Estado de Wyoming, na rota do «Union Pacific», junto do Front Rang, posto avançado do gigantesco espinhaço geológico das Montanhas Rochosas, formidável barreira que separa o Oeste dos Estados Unidos do resto do País.Nas cercanias de Cheyenne está o caminho de Laramie, e um pouco mais ao norte, o chamado «agulheiro» de Wyoming. Por esta zona desfilaram sucessivamente os primeiros caçadores de peles, os pesquisadores de ouro dirigindo--se atropeladamente para os «prazeres» californianos, e o transcontinental mais antigo, o «Union Pacific», que muito contribuiu para o povoamento das planícies centrais e do Oeste.Em Cheyenne terminam as «Grandes Planícies», que chocam nos primeiros contrafortes das Rochosas tão bruscamente, como o mar contra a costa que diminui o seu ímpeto cego. Cheyenne surgiu dum momento para o outro. O seu nascimento era uma necessidade imposta pelos fatores geográficos, económicos e políticos. Pode mesmo afirmar-se que se fosse destruída ou o lugar onde se situa deixasse de permanecer na memória dos homens, no mesmo local, onde agora se ergue, seria novamente levantada.Desde o primeiro momento, nasceu o pensamento de que essa cidade não teria o mesmo destino de todas as outras que se erguiam um dia, para caírem no outro, somente pela necessidade e imaginação de meia dúzia de homens doidos.Os primeiros dias de Cheyenne foram muito duros. Situada na «fronteira», foi o refúgio de pessoas que nada tinham que perder — mas muito que ganhar — no fabuloso «jogo» da colonização, com a vida suspensa entre as lutas de brancos e índios e contra as cruéis surpresas dum território inexplorado, que passava sem transição do pomar ao deserto.O lema era: perder ou ganhar. Ganhar tudo ou perder tudo, inclusive a vida. Era neste estado de espírito que os pioneiros se encontravam. De 1867, data do seu levantamento, até 1890 Cheyenne, foi a «antessala» do inferno. Tal afirmação não é exagerada, porque, muito poucos, dos homens que morreram na cidade durante esse interregno, partiram para outra vida melhor com a consciência tranquila. Claro está, que quase nenhum deles morria de morte natural. Esse facto era uma particularidade que caracterizava o «clima» da cidade. Não que ela fosse motivada pelos germes patogénicos, mas sim pelas «indigestões» de chumbo e aço. Mas hoje, toda a gente sabe que, onde morre a pradaria, está Cheyenne, vigiando a porta do Oeste...
domingo, 11 de maio de 2025
NOD189. Onde acaba a pradaria
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
NOD181. Rio San Juan
A violência, vulgar nestas novelas, foi substituída por uma resolução através de uma corrida de cavalos a que se juntou a trama associada às tentativas dos “maus” para ganhar de maneira suja. Mas o herói tudo descobriu e desmontou tendo como prémio a menina mais bela do povoado ainda por cima filha do rancheiro mais poderoso e a quem um dia convidou para dançar...
Bess aproximou-se sorrindo e estendendo a mão a Dave.- Que prazer vê-lo por cá, Dave! Vai passar uma noite agradável, verá...- Eu não podia recusar um convite feito pela jovem mais bonita da região.- É muito amável, Dave.Vestia um traje azul, muito ajustado ao corpo, que lhe ia muito bem ao rosto. Dava-lhe um ar distinto e diferente, de tal maneira que Dave se sentiu profundamente perturbado ao vê-la junto de si. O violinista começou a executar uma dança bonita e divertida e logo alguns dos vaqueiros se prepararam para bailar.-O baile vai começar – disse Bess.-Posso ter a honra de a convidar para este número? – perguntou Dave.- Certamente que sim… somos os dois mais jovens dos dois únicos ranchos que há no vale.Dave enlaçou-a, arrastando-a ao compasso da música e em breve teve ocasião de verificar que Bess era, de facto, uma boa dançarina. E quando um dos seus caracóis perfumados lhe roçou pelas faces, Dave sentiu correr-lhe mais apressado o sangue nas veias e o coração palpitou mais fortemente
Um dos méritos da novela é a quase ausência de tiros só presente perto do final para acabar com o mau perder dos desonestos.
No entanto, ao contrário da ideia que fazíamos do autor, as personagens aparecem-nos caracterizadas de uma forma um tanto descuidada, parecendo por vezes o “herói” ser dotado de poderes que ninguém lhe reconhecia pela descrição precedente. Seria um Bradley ainda imaturo a escrever a novela? (tanto nos agradou em posteriores...!).
A capa, de Bosch Penalva, é uma abordagem perfeita do momento da decisão. Ela apresenta um instantâneo da corrida, sendo facilmente reconhecível o esforço da jovem amazona quase a vencer em momento anterior ao jogo sujo do adversário.
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
NOD173. Paragem em Cheyenne
sábado, 2 de novembro de 2024
NOD172. Dois punhos e um revólver
A situação de Wanda agravou-se quando os roubos começaram a afetar as suas terras e quando os seus vaqueiros desmotivaram e deixaram a situação ao Deus dará.
Desesperada, pediu ajuda à tia Carolina, mas a velha senhora respondeu-lhe que a situação também não era boa e não a podia ajudar. Mas, sem ela saber, enviou um vaqueiro, Hugh Hallowan, para se aperceber da situação da sobrinha e, com ele, enviou 30000 dólares.
Hugh fez-se passar por vagabundo quando chegou ao rancho de Wanda no qual pediu trabalho. Em breve, a sua destreza se tornou notória e se apercebeu de que alguém existia entre os vaqueiros que jogava contra a patroa e que havia alguém externo interessado na situação de ruína da jovem. E com dois punhos e um revólver conseguiu trazer de novo a esperança ao rancho de Wanda.
sábado, 5 de outubro de 2024
NOD163. Seu anjo de guarda
sábado, 28 de setembro de 2024
NOD161. Desafiando o perigo
A missão seria complicada e, para a facilitar, dois
elementos daquele grupo permaneceram incógnitos e introduziram-se na cidade
como vulgares forasteiros, sujeitos a todos os desafios e desacatos. Pretendiam
assim chegar ao interior da banditagem organizada para proceder ao seu
desmantelamento.
No decorrer da missão tiveram a sorte de se relacionar com a
família de um comerciante cuja filha, uma jovem de assinalável beleza, foi sujeita
a assédio por um dos bandidos mais procurados.
A atuação em sua defesa dos dois ruais incógnitos foi
espetacular e em breve um deles ganhou fama de pistoleiro e mais créditos para
continuar a sua missão. Será que conseguiria levá-la até ao fim? E como seria o
seu relacionamento com aquela jovem de incomparável beleza?
Este é mais um clássico da Coleção Búfalo, uma obra típica da década de cinquenta do século passado escrita por um dos autores mais prestigiados: Tex Taylor.
terça-feira, 14 de novembro de 2023
NOD154. Assassinos de mãos limpas
terça-feira, 28 de junho de 2022
NOD141. História de um bandido
Estrutura da obra:
segunda-feira, 2 de maio de 2022
NOD137. O último rebelde
Eis a estrutura da obra:
quarta-feira, 25 de julho de 2018
NOD120. O falso rancheiro
quarta-feira, 25 de abril de 2018
NOD108. A fama do outro
quarta-feira, 18 de abril de 2018
NOD107. O orgulho do sulista
quarta-feira, 11 de abril de 2018
NOD106. O rancho do cão sorridente
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
NOD087. O impostor
sexta-feira, 2 de junho de 2017
NOD079. Kit "Gatilho"
quarta-feira, 17 de maio de 2017
NOD077. A morte espera no cemotério
sexta-feira, 7 de abril de 2017
NOD073. Homens da fronteira
No final da guerra civil, o coronel do exército confederado Jack Slade voltou à sua terra com o objectivo de refazer a vida contando encontrar em boas condições o irmão e a noiva. Mas a sua esperança em breve se desvaneceu. Um traidor à causa do Sul tinha abatido o irmão, reduzindo o rancho a destroços e tinha seduzido aquela em quem acreditara.
Iniciou então uma odisseia solitária para dar àquele homem o castigo que entendia merecido.
Este é um livro que demonstra a excelência da qualidade narrativa de Joe Sheridan, um autor sempre preocupado com pormenores de precisão geográfica e que consegue transmitir sentimentos e emoções humanas. É incrível como se consegue percorrer quase metade do livro só com os problemas da personagem central, sem fazer intervir outros.



















