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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

NOD184. Duplo Jogo


Procurava-se construir um troço de caminho de ferro para transporte de petróleo extraído na região. Tal permitiria a redução nos custos de transporte e consecutivamente mais ganhos para as petrolíferas. 
No entanto, os antigos transportadores sentiram o seu negócio ir por água abaixo. E os conluios com indivíduos ligados aos construtores depressa floresceram abrindo assim oportunidade para um “Jogo Duplo”. 
Alf Regaldie nunca foi um autor que me tivesse entusiasmado muito. No entanto, este livro até tem um início engraçado com uma “jovem de pelo na venta” e o facto de não dispor de qualquer exemplar do mesmo e ter de recorrer a uma digitalização alheia trouxe um desafio interessante, pois decidi materializá-lo para o juntar ao baú de velharias.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

NOD162. A dama do puma


 
 
Que formosa era aquela mulher!...
... e deslocava-se acompanhada de um puma...
Mas as coisas começaram a correr-lhe mal. Dona de razoável fortuna, quis adquirir os ranchos dos seus vizinhos. Estes recusaram e, inesperadamente, ... começaram a aparecer mortos, dilacerados como se uma fera os tivesse atacado...
Afirmou a sua inocência, mas a sua argumentação parecia ineficaz para convencer a cidade. Até que aquele homem chegou...
Eis mais uma novela de Joe Mogar, toda ela envolvida em mistério e marcada pelo encanto daquela mulher.
A capa, de A. Bernal, mostra um momento em que o puma, feroz, salta sobre um malfeitor que tentou alvejar a sua formosa protegida.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

NOD159. Aristocratas do Oeste

(Coleção Califórnia, nº 52)

Quando chegou ao seu número 52, a Coleção Califórnia apresentou-nos um livro de conteúdo um tanto estranho, com o título «Aristocratas do Oeste» e autoria de Meadow Castle , cuja ação se passa em Holbrook, a capital do distrito do mesmo nome e lugar de residência dos ganadeiros, rancheiros, agricultores e colonos enriquecidos, os quais encarregavam com toda a responsabilidade os seus homens de confiança de construir uma casa no sítio mais central da povoação e longe dos lugares onde tinham enriquecido. 
 Com uma tradução de Francisco Silva, o texto da novela dá-nos por vezes a sensação de estar no tempo errado, o que, apesar de tudo, passe a deselegância, não prejudica a compreensão. E assim somos levados a compreender que a maioria das pessoas que moravam em Holbrook deitava-se tarde e levantava-se quando os raios solares tinham perdido a força transformando nesse intervalo a rua principal da cidade num verdadeiro formigueiro de gente ocupadíssima em demonstrar que estava preocupada com qualquer coisa proveitosa. 
 E, com a ideia de falar com o filho de rancheiro que vivia à grande na cidade, aí chegou a jovem Katie que ficou boquiaberta ao contemplar o impecável criado que abriu a porta daquela mansão construída de pedra imitando o mármore, a qual parecia um palácio encantado. 
 Note-se que o «impecável criado», Pierce, apesar de ter chegado àquele ponto de conhecimento que lutar com cavalos ou com domadores de cavalos era a última coisa que um homem inteligente devia fazer na vida, não era pera doce, mas na sequência de um duelo e de ter perdido tudo o que tinha numa partida de cartas ficou sob a «proteção» do elegantíssimo Dester Bon, o homem a quem Katie procurava, o qual o admitiu como criado. 
Contrariamente ao que esperava, Bon compreendeu a mensagem da jovem e resolveu abandonar a sua vida decadente para voltar ao rancho e proceder ao seu desenvolvimento e exploração, mudando radicalmente a ideia que tinha acerca de vaqueiros o que para ele antes era dizer sujidade, homens primitivos, desconhecedores dos ensinamentos da civilização. 
Dester não viu brutalidade nos olhares dos homens, nem maldade nos das mulheres. Viu que eram homens e mulheres tal como os tinha criado o Criador. «São naturais, sensatos, humildes. São mil vezes melhores que os parasitas de Holbrook. São... São mil vezes melhores do que eu fui até agora» — concluiu. 
 A verdade é que o abandono do ambiente da aristocracia de Holbrook não soou bem aos ouvidos de alguns corruptos da cidade, um dos quais exercia funções de juiz e ele e Pierce tiveram de mostrar a sua habilidade com armas nas mãos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

NOD152. O Póker da Morte

No seu número 28, a Coleção Califórnia traz-nos «Poker da Morte», um texto de Peter Debry. 
Esta é uma novela de amores e desamores enquadrada pelo grave conflito social entre granjeiros, amantes de cultivar terras em pequena propriedade vedada por arame farpado, e rancheiros que defendiam a grande propriedade para levarem as cabeças de gado para prados verdejantes e terem água em abundância. 
Regressado do trabalho nas minas durante dois anos, depois de ter morto um homem em legítima defesa em Cliff Town, Brod Nolan, bem conhecido como desordeiro, vê-se desprezado pelo irmão e integrado na lista negra de «intrusos», designação pela qual eram considerados os granjeiros que pretendiam estabelecer-se em territórios cedidos pelo Governo. 
Um golpe de sorte num jogo de morte permitiu que conseguisse dinheiro para adquirir algumas terras em disputa e isso acabou por o opor ainda mais a um dos rancheiros mais poderosos que não permitia o estabelecimento de qualquer exploração na sua vizinhança. 
A relação de Nolan com as mulheres também era de molde a despertar a ira dos irascíveis rancheiros de Cliff Town. Primeiro foi a mulher do irmão, antes sua namorada, que o assediou dando origem a falatórios na cidade que acabaram por conduzir o familiar à morte. 
Depois, a própria viúva do homem que tinha morto, agora prometida do poderoso Ron Miller, grande proprietário, acabou por ter um papel decisivo em momentos em que a sua vida esteve por um fio. 
A tenacidade de Nolan acabou por desmascarar os que em Cliff Town se julgavam reis e senhores e uma nova era abriu-se para a cidade e para os que até então eram considerados intrusos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

NOD143. Um tiro pelas costas



A ação desta novela desenrola-se debaixo do enquadramento de algo que começou dez anos atras. 
Tudo começou  no Arizona, próximo da fronteira corn o México. Vivia aí um rico fazendeiro mexicano chamado Vargas. Esse homem cometeu a estupidez de guardar em casa uma verdadeira fortuna em moedas de ouro e em joias. Mas isso nao era de estranhar porque a sua mulher gastava muito e era muito vaidosa.
Naquela época Dick Cobb tinha um socio, e juntos decidiram fazer um golpe e roubar o mexicano. Assim o fizeram, mas Vargas era um homem valente e defendeu-se. Durante o tiroteio ele e a mulher morreram. 
Dick e o sócio tiveram de fugir a toda a pressa para nao serem capturados. Na confusão da fuga, o sócio, Art Boydman, fugiu corn todo o dinheiro e Dick nunca mais o viu, vindo a descobrir muito mais tarde que tinha ido trabalhar para o rancho do velho Wood, avô da belíssima Deborah, a quem assassinou com o objetivo de recuperar o tesouro.
Deborah desesperou e encontrando em Dodge um pistoleiro parecido com Dick deu-lhe um tiro pelas costas e pôs-se em fuga. Felizmente não o matou pois conseguiu no homem a quem tentou abater, John Lee, o melhor aliado.

Estrutura da obra:

domingo, 1 de maio de 2022

NOD136. "Procura Sarilhos" Jimmy


"Procura Sarilhos" Jimmy era um homem que, inconscientemente, procurava a sua identidade. Fugido das masmorras da Guerra da Secessão, amnésico, cruzava o Oeste à procura de um homem com determinado nome, mas não resistia ao chamamento de uma mulher bela. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

NOD114. Homens duros do Oeste


Jeff Duchesne, um pistoleiro famoso, chegou a Criple Creek, esperando encontrar o seu irmão. Sam era um rapaz ingénuo que não usava armas e passava a vida a pensar em filões auríferos e de petróleo. Ao que parece, tinha conseguido o seu objectivo e Jeff pretendia convencê-lo a proceder à venda do jazigo e afastar-se para um local onde pudesse comprar um rancho e estabelecer-se.
Mas Sam tinha sido assassinado e a sua propriedade tinha passado para a posse de um poderoso da região. Começou então a luta de Jeff para apurar quem o tinha matado e o que tinha acontecido ao que o irmão tinha descoberto. E descobriu que, afinal, um poderoso rancheiro que parecia tudo dominar estava nas mãos de uma quadrilha de indesejáveis.
Eis uma novela dura de Joe Sheridan mais uma vez com uma marca geográfica bem definida...
Alertamos para algum mau estado do livro em que não tocámos para não fazer desaparecer a impressão.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

NOD061. Sangue no seu destino

Um polícia rural segue um bando de malfeitores, conseguindo localizá-los numa cidade onde se desencadeia formidável combate. Apesar de sair vencedor, os seus precalços não terminaram, pois o dinheiro que recuperou para os seus legítimos proprietários tinha sido visualizado por uma artista de saloon que, num ápice, passou a palavra a outros indesejáveis.
Tex Taylor traz-nos uma novela do Oeste onde as primeiras cinquenta páginas são este duelo empolgante que terminou com o ferimento do jovem rural que, cumprida a sua missão, procurou afastar-se da cidade e acabou por ser recolhido num rancho onde o trataram. A segunda parte da novela é o relato do encontro com uma jovem formosa e da batalha com índios revoltados contra caçadores de bisontes e outros brancos que ocupavam o seu território.
A magnífica capa de Cortiella mostra um pormenor da luta contra os índios. A formosa rapariga tentou ir tratar dos feridos, mas um índio tentou abatê-la, só sendo impedido pelo herói da novela. No final, a menina e o herói ficaram unidos para sempre.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

NOD059. O guerrilheiro


Uma visita ao OLX permitiu este contacto tardio com este livro da Coleção Califórnia, «O guerrilheiro», o qual mereceu uma apresentação escrita de modo um tanto estranho à Editorial Ibis:

«COLECÇÃO CALIFÓRNIA—insere um volume que pode ser considerado como especial, pois de um assunto que interessa sobremaneira aos leitores habituais deste género de leitura: a velha questão entre o Norte e o Sul — a velha questão de guerra entre os dois pontos do mesmo país. Desta vez, surgem os guerrilheiros como fulcro de ação, e para além da intensidade dramática nascida da luta entre irmãos — surge um caso de amor, que não tarda a constituir motivo aliciante de interesse dentro da ação. Um livro feito por Cliff Bradley com a acuidade de quem está documentado sobre a história da América do Norte, e possui o sentido psicológico das personagens que põe em movimentação. Um livro que honra a tradição da COLECÇÃO CALIFÓRNIA!»


Resta acrescentar a estas estranhas linhas que a tradução apresenta inúmeras gralhas fazendo com que por vezes a frase soe bastante mal. E mais uma vez as alusões aos negros por parte do senhor Bradley nos parecem um tanto racistas.
Na publicação que aqui deixamos, mantivemos as assinaturas de posse por nos parecerem de interesse.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOD034. O «Colt» dita a sentença

Ken Millard foi ajudado a fugir da Prisão Territorial por uma mulher apaixonada, Dinah. Durante a fuga e com planos para novos assaltos em busca de dinheiro, resolveram separar-se para se reencontrar em Las Tumbas, acreditando que assim teriam maiores hipóteses de escapar aos perseguidores.
Las Tumbas vivia uma situação dramática com roubos e assaltos pelo que alguns dos seus habitantes se reuniram para contratar um pacificador que os levasse a desfrutar de novo de uma cidade pacífica.
O pacificador foi atacado enquanto se dirigia para a cidade e o acaso quis que um dos fugitivos se encontrasse com ele e com os seus atacantes, levando-o a desfazer-se deles, não conseguindo no entanto salvar-lhe a vida. Recolheu os seus bens e a carta de apresentação em Las Tumbas. Iniciava-se assim um novo capítulo na vida de Ken Millard que, de fugitivo, se veio a converter em representante da lei.
Mas a situação em breve derivou para um possível desmascarar de Ken. E, um dia, Dinah chegou a Las Tumbas e pô-lo perante a sua promessa de arranjar mais dinheiro. No entanto, esta fabulosa mulher acabou por dar a sua vida para o salvar.
Magnífico livro de que vamos deixar algumas passagens, acompanhando a relação de Ken e Dinah, e de que disponibilizamos ficheiro para download.

terça-feira, 28 de julho de 2015

NOD027. O túmulo ignorado

 Um homem avançava inclinado sobre o cavalo, tentando abrigar o rosto do furacão de areia que soprava do deserto; parecia fazê-lo como bom conhecedor do terreno que percorria.
Era ainda jovem, alto e de cabelo louro. Tinha o rosto queimado pelo vento e pelo sol das planícies. Vestia jaqueta de pele e o seu chapéu de aba larga estava bastante deformado. Um pequeno embrulho constituía toda a sua bagagem, além de uma «Winchester» que pendia duma funda a um dos lados e uma pá atada por uma correia no lado oposto.
De vez em quando parava para orientar-se. Era difícil fazê-lo no meio daquele deserto de areia que envolvia com abrasador e infernal calor. Tinha os olhos vermelhos e por vezes era obrigado a tapá-los: com a mão para impedir que o pó o cegasse.
Ao chegar ao cimo duma encosta rochosa, deteve-se pela centésima vez naquela manhã. Mas lesta vez apeou-se e estendeu-se no solo. Durante cerca de dois minutos esteve a observar a planicie que se disfrutava a seus pés, do outro lado da colina.
Em baixo, a menos de cento e cinquenta jardas, distinguiam-se entre a poeira as casas duma aldeia. Tudo parecia ver-se através dum véu amarelo. A paisagem era hostil e só algumas plantas espinhosas e catos ponteavam de verde o fundo amarelo da ressequida terra.
O homem não se moveu enquanto o vento sibilava sobre a sua cabeça. Quando o fez foi para se apoiar à sela do cavalo. Tinha um aspeto preocupado. Era evidente que alguma coisa o intrigava.
Montou de novo e começou a descer a encosta. Era ainda visível a rua que tempos atrás tinha sido a artéria principal de Glennside. Agora estava coberta de pó e de pedras. Era uma artéria morta que conduzia às portas duma cidade morta.
Quando chegou ao fim da única rua de Glenneside, Ben Ritter parou. Não podia acreditar que aqueles sítios que anos antes tinham sido cenário de tantos acontecimentos memoráveis, agora permanecessem envolvidos num silêncio de túmulo. As casas meio arruinadas, escuras e desordenadas, semelhantes a urna legião de fantasmas ali estavam agrupadas para lhe darem a sua sinistra saudação.
— Tinha que acabar assim — murmurou Ben, a meia voz, enquanto o vento que sibilava forte o impedia de ouvir as suas próprias palavras.
Olhou para o lado e fez o cavalo avançar por entre as casas desertas. Olhou com certa curiosidade o edifício que tinha sido o «saloon» de Webster, fez um gesto de repugnância ao passar em frente do antigo armazém dos irmãos Moody e fixou longamente a casa onde viveu a gentil Pat Bendix. Tinha então dezasseis anos e vivia com os tios, os vadios Clam e Kibb. Ignorava o destino de Clam, mas sabia que Kibb tinha morrido em consequência duma desordem em Glennside. De Pat não sabia nada. Se for viva, deve estar uma senhora. Era isso, pelo menos, o que o Bendix queria fazer da sua sobrinha.
Ben Ritter continuou o caminho até ao extremo oposto da rua. O vento ali soprava com menos violência, mas o pó era igualmente denso.
Ao chegar a um monte de pedras que assinalava o local onde costumavam beber os cavalos que entravam e saíam de Glennside, Ben Ritter apeou-se. Encostou-se a um poste que ali estava e esfregou os olhos para tirar deles o pó acumulado. Em seguida entrou num barracão e ali acendeu um cigarro.
Olhou em volta. A menos de dez passos havia um monte. No cimo, estava urna cabana em ruínas.
Ben agarrou a pá e para lá se encaminhou. Quando chegou procurou como que um ponto de referência. Deu mais alguns passos até ao cimo e voltou-se de novo. Olhou longamente aquilo que restava da povoação. Um sítio de infinita desolação e abandono. Tudo era silêncio, tudo sujeito à implacável ação devastadora do tempo. Nem um ser vivo, nem vestígios de vida por ali.
Aquele exame pareceu satisfazê-lo. Desceu alguns metros até chegar junto de um penhasco. Refletiu um pouco. Andou uns passos para e esquerda. Olhou mais uma vez o alto da colina e o edifício mais próximo.
Parecia satisfeito. Tirou o chapéu e a jaqueta de couro que pôs a seu lado e, agarrando na pá, enterrou-a na terra ardente.
Cinco minutos mais tarde suava copiosamente; mas tinha aberto uma pequena fossa de uns três pês de largura por um de profundidade. Descansou uns segundos continuando depois a cavar.
Se Ben Ritter soubesse que duma daquelas casas em ruínas o estavam a observar tinha abandonado imediatamente o seu trabalho. Mas estava absolutamente convencido que se encontrava só naquela imensidão.
Quando já tinha afundado a cova cerca de dois pés, bateu num objeto duro. O coração de Ben começou a bater com força; mas ao inclinar-se para examinar o que seria, quase que lançou uma exclamação de assombro. Porque o que acabava de encontrar era o crânio duma pessoa ali enterrada.
Ben Ritter ergueu-se e recuou um passo. Durante uns segundos contemplou o macabro achado.
Em seguida, largou a pá, e com a mão tirou a terra que cobria aqueles restos.
Quem seria a pessoa enterrada naquele sítio? Acaso se teria enganado ao calcular o lugar onde devia cavar?
Tirando a terra que cobria aqueles ossos, Ben fez uma nova descoberta. A ossuda mão do morto parecia crispar-se sobre uma corrente de ouro que sustentava um grande medalhão. Ben agarrou-a com um misto de veneração e de medo. Com a manga limpou o pó e examinou o objeto.
Era todo em ouro e apesar do tempo que estivera enterrada conservava-se em bom estado. A curiosidade levou-o a abrir o medalhão.
Continha uma fotografia. Eram as belas feições duma mulher. E, ao vê-la, os lábios de Ben contiveram a custo uma exclamação de assombro.
Mas não o fez, porque no mesmo instante atrás de si, soou uma voz fria e ameaçadora.
— Não te mexas, Ritter. Estou a apontar para a tua cabeça.
Não se mexeu. Ben Ritter sabia que se o fizesse morreria.
— Lembras-te dela, Ritter? -- continuou a pessoa que o tinha surpreendido, ainda sem se deixar ver. — Margaret. Era muito formosa. Cometeste muitas loucuras para lhe seres agradável e esta foi a Última. Mas sei que não foi por isso que vieste de tão longe.
Sim, era o retrato de Margaret, bela e altiva como a tinha conhecido. Parecia olhá-lo com os seus olhos maravilhosamente transparentes, duma tonalidade esmeralda que enlouquecia os homens que cruzavam o seu caminho.
Mas não podia pensar nela. A arma apontada A sua cabeça podia disparar-se de um momento para o outro. E Ben Ritter sentia uma curiosidade imensa em conhecer a identidade daquele misterioso habitante da cidade abandonada que tinha saído das ruínas para o surpreender no seu solitário trabalho.
— Que queres? — atreveu-se a perguntar.
— Olha-a bem — disse o outro. — Pensa no que Margaret faria por ti. Mas já não está aqui para te ajudar. Recordas-te bem dela, maldito Ritter?
Assim começa este excelente livro de R.C.Lindsmall. Para responder às interrogações do autor, só tem de ...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

NOD004. Ataúde para uma loira

Nesta novela, Kane traz-nos um conjunto de personagens que nos ajudam a formar uma ideia sobre a vida nos estados fronteiros com o México logo após a Guerra Civil Americana. A personagem central assume a identidade de um amigo que foi forçado a abater num duelo de morte desencadeado pelo facto de terem apoiado lados diferentes naquela guerra. Vai encontrar o grande amor da sua vida numa mulher que tem de condenar à forca já que, como advogado, foi designado como promotor da sua acusação e ela tinha morto um homem. Mas seriam as coisas como pareciam? Não teria passado por ali a mão de alguém interessado em condenar a jovem e livrar-se de responsabilidades?
Abater o amigo, condenar o seu amor à forca... é mesmo de Silver Kane
Este foi o primeiro livro da Colecção Califórnia que iniciou a publicação em Portugal no ano de 1959.
A capa, de Bosch Penalva, mostra um duelo perante uma mulher loira, um dos muitos duelos que a personagem central teve de enfrentar para libertar a jovem que tanto o impressionou. «Ataúde para uma loira» é a novela que aqui deixamos disponível para download.

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