Mostrar mensagens com a etiqueta Col. Arizona. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Col. Arizona. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de novembro de 2024

NOD179. «Cholla» Jim




«Cholla» Jim é um mestiço, filho duma dama mexicana e de um ganadeiro norte-americano. Criado por franciscanos de São Xavier del Bac, tinha dezassete anos quando uns bandidos atacaram e maltrataram um dos missionários para o roubar. Foi atrás da sua pista, encontrou-os numa taberna de Tucson e matou um e feriu outro, só com a navalha.
Não regressou à missão e dizia-se que era um cavaleiro endiabrado tendo matado mais de vinte homens, percorrendo a triste senda dos pistoleiros.
Esta novela vai encontrá-lo a caminho de Jerome num encontro com a deliciosa família dos Baxter. Jim vai trabalhar no «saloon» de um amigo naquela cidade que fervilhava devido à febre dos metais preciosos e aumentava de população e problemas de dia para dia. Na realidade, não lhe agradava aquela vida. No entanto, um homem nem sempre pode escolher os seus caminhos… e vinte e quatro mossas no seu revólver eram mais que suficientes para atirar para um caminho definido com um claro final.
Não era um homem feliz. Nunca o tinha sido. Quando alguém é encontrado, criança apenas de um ano de idade, no meio de um campo abrasado pelo sol de Julho, ao lado de dois cadáveres, homem e mulher, sem documentos que revelem a sua identidade; quando alguém se cria sem saber quem é nem donde vem, sem um nome que lhe pertença, sem carícias de mãe… não se pode ser como os outros.
Quis o destino que os Baxter estivessem no caminho de «Cholla». A simpática receção que lhe fizeram tocou-o e, a partir desse momento, tornou-se visceral inimigo de um cacique que pretendia abusar de todos os rancheiros da região.
Passagens:



Se gostaram das passagens podem agora ler o livro: 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

NOD170. A Hora de Morrer


Jas Conlay e Bob Dean regressaram à sua terra, Sakersfield, carregados de ouro e com ideias para começar uma nova vida e humilhar os que antes não tinham tido uma ação correta com eles.
Bob queria recuperar a sua noiva, Doris, e mostrar-lhe que era um homem capaz de construir uma vida digna que ela poderia partilhar. Jas estava mais preocupado em limpar as calúnias de que tinha sido alvo.
Mas as coisas nunca são tão lineares como pensamos e Bob, no encontro com a noiva, acaba por ser atacado a tiro pelo sanguinário Merrick, apaixonado por Doris. Começa aqui a história do generoso Farros que acabou por dar a sua vida pela salvação do jovem Bob incansavelmente procurado por Jas.
Eis uma boa história do sr. Ryman, um autor subavaliado, praticamente esquecido...

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

NOD157. Nojo por um cobarde

(Coleção Arizona, nº 138)

O número 138 da Coleção Arizona traz-nos uma obra cuja autoria é atribuída ao prestigiado Clark Carrados com o título «Nojo por um cobarde». No entanto, uma indicação de Copyright inserida numa das páginas iniciais faz-nos acreditar que a obra não é deste autor, mas sim de Vicente Adam Cardona, mais conhecido por Vic Adams, um escritor mais dedicado à ficção científica e recentemente falecido (Dezembro de 2018). 
Tal suspeita é reforçada pelo argumento que, como dizemos adiante, é excessivamente forçado relativamente às situações descritas e ainda pelo facto de a escrita de Carrados nos parecer mais elaborada do que a do presente livro. Portanto, acreditamos estar aqui perante mais um erro dos responsáveis da APR.
A tradução foi executada por Adelino dos Santos Rodrigues, um nome que, embora não saibamos se corresponde à mesma pessoa, é fácil de encontrar na Internet como tradutor de livros de aventuras como por exemplo «O Conde de Monte Cristo». É curioso encontrar entre os tradutores destes livros, nomes que, mais tarde, terão tido alguma relevância no panorama literário ou na atividade de tradução. 

«Nojo por um cobarde» é uma história em que uma mulher incita o noivo a bater-se em duelo com um pistoleiro cruel com o objetivo de se ver livre dele e de lhe ficar com o rancho. 
Paul Mayers, o noivo, era um jovem rancheiro rápido com as armas, mas que nunca tinha vertido sangue humano e a situação foi para ele de tal modo confrangedora que todos o julgaram um cobarde. Incitado a bater-se em duelo, acabou por acertar no seu adversário e num cúmplice desse e considerou-se, a partir dali, um perseguido pela Lei. 

Na fuga que encetou acabou por ser contatado por alguém que o desafiou a procurar a reabilitação através da participação na destruição de uma quadrilha famosa que atuava na região. Não demorou a encontrar alguns homens dessa quadrilha e a infiltrar-se na mesma. E, coisa curiosa, depois de muito penar, veio a descobrir que o chefe oculto da mesma era o homem que o desafiara para um duelo e que lhe roubara a noiva. 
O livro é interessante, com alguma carga de dramatismo, mas a trama é excessivamente forçada. As coisas só funcionaram assim, porque a mente do senhor Carrados (ou do senhor Adams de acordo com a nossa suspeita) o quis, tudo está um pouco afastado da realidade. 
A própria presença de uma jovem beldade entre os bandidos que lhes faz a comida, mas que a respeitam, é de excessiva ingenuidade. Claro, era necessário dar um final feliz à novela e qual o melhor local para arranjar uma noiva para o rancheiro atraiçoado? Na quadrilha, claro… 

domingo, 15 de janeiro de 2017

NOD066. Um homem chamado «Furacão»



Não se sabe bem porquê, um homem chamado “Furacão” chegou a uma povoação chamada Mannpyn e abateu em duelo um rancheiro, mal este o viu e reconheceu. Ele procurava esse e mais dois homens os quais viviam disfarçados como pessoas honestas depois de, na versão do matador, terem cometido bastos assaltos em que ele também tinha participado e pelos quais tinha cumprido pena de prisão.
John Washington não esclarece os motivos deste ajuste de contas mas tudo leva a crer ter existido uma traição daqueles homens relativamente ao ex-presidiário o qual acaba por se relacionar com a filha do primeiro daqueles homens. Afinal, a rapariga é vítima de roubos por parte de alguns dos seus empregados e vai contar com a sua ajuda para acabar com esses malfeitores.
A novela é agradável de ler mau grado alguma inconsistência no argumento. Onde se nota alguma falha é na caraterização espacial. Washington, um pseudónimo para Joaquim Ferreira Martins, descreve bem, logo de início, o local da ação, mas não a situa geograficamente… sabe-se lá onde é Mannpyn. Por outro lado, os nomes atribuídos aos diversos participantes, por vezes são esquisitíssimos, como é o caso do vaqueiro McCby (alguém consegue pronunciar isto?) e do próprio O’Crosby’s.

sábado, 20 de agosto de 2016

NOD057. O nómada

Elisa partiu de Chicago, numa galera, com destino a Durham, no Oklahoma. Pretendia juntar-se ao seu marido que partira à procura de uma nova vida.
A jornada foi dura e errática e, se durante os primeiros dias, Elisa não se deparou com qualquer percalço, os problemas em breve surgiram. E o primeiro foi o encontro com um homem que se cruzou no seu caminho, um homem que fazia da sua vida a deslocação constante de um lado para o outro, um «nómada». A partir daquele momento, Fred Queen enfrentou um conjunto de peripécias para guiar aquela mulher até ao seu destino.
Chegados a Durham, parecia impossível encontrar o marido de Elisa, ninguém conhecia Gerald Wells. A razão era simples: o homem tinha mudado de identidade, dominava um negócio não muito limpo e explorava garotas de «saloon». Quando finalmente Elisa o encontrou, foi rejeitada, desprezada. E Fred viu ali o motivo para abandonar a sua vida de nómada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

NOD056. O pistoleiro do Texas


Joe Dallas é um famoso pistoleiro que, mal chegado à cidade abate cinco poderosos inimigos com a ajuda de um desconhecido a quem ficou reconhecido por lhe ter salvo a vida. Pouco depois, Joe é abordado por uma jovem que o leva a um encontro onde procuram convencê-lo a guiar uma expedição para transportar dinamite para as  minas. Claro que o negócio é perigoso pois alguém se quer apoderar das minas.
Dallas aproveita a ocasião para ganhar bom dinheiro e acaba por convidar o homem que o salvou para o acompanhar. Começa aqui ume estranha aventura que culmina num duelo de morte entre estes dois homens.
Capa excelente, uma tradução do senhor F. Esteves um pouco saltitante, este livro de J.Leon merece fazer parte de qualquer seleção de novelas do Oeste embora este autor tenha melhores narrativas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

NOD055. Morreu o pistoleiro

(Coleção Arizona, nº 113)
Um congressista está para chegar a Dodge City e na sua comitiva segue um rancheiro sem escrúpulos que concebeu uma receção sangrenta para se livrar dele e dominar a região.
Do plano elaborado faz parte a execução do xerife, um antigo presidiário que não tem hesitações para defender a lei. Mas um encontro entre este xerife e o pistoleiro que elaborou o plano de ataque acabou por mudar a relação de forças conduzindo a novela para a regeneração do homem mau.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

NOD050. Noite de terror

Do cimo do monte Taylor, o cavaleiro havia contemplado, naquela manhã, um panorama extraordinariamente maravilhoso. Frondosas colinas que iam declinando para o sul até se fundirem com uma ampla planície de cor acinzentada, pintalgada de grandes manchas verdes, um extensão escura ainda mais longe que se identificava com o horizonte, os picos agrestes dos montes Zuni ao oeste, até ao Arizona, o planalto «Cebola» - uma linha de lados rochosos, irregulares, cor de tijolo – elevando-se sobre as terras planas para o sudoeste, e uma ampla faixa de vegetação, de largura diferente e ziguezagueante, que partia a planície ao meio de Noroeste para Sudoeste. Uma paisagem formosa, especialmente para um homem que vinha das desoladoras imensidades do Noroeste do Novo México e do Sul de Utah.
Sim, mas isso fora pela manhã. Agora, a meio da tarde, o cavaleiro pensava coisas muito diferentes, enquanto contemplava «aquilo».
«Aquilo» era um burrinho morto a tiro, ao lado dos restos de um acampamento saqueado, e dois homens, um deles ainda um rapaz, enforcados sob a copa ampla de um algodoeiro. Eram ambos mexicanos, a julgar pelas suas roupas e, pelos visto, pastores. Dois homens enforcados, um burrito morto, um acampamento saqueado… e até uma dezena de vacas e bezerros, mortos a tiro, sobre ao quais pousara um bando de abutres poucos minutos antes de o cavaleiro ter chegado àquele lugar trágico.
Agora os abutres protestavam, agoirentos, enquanto revoluteavam pelo ar ou permaneciam pousados nas rochas mais próximas. O animal montado pelo cavaleiro desconhecido escarvava o solo, inquieto, e aquele contemplava os cadáveres dos dois pastores com o semblante carregado.~

Aqui deixamos mais uma novela notável de Cliff Bradley, o número 13 da Coleção Arizona. Bradley por vezes tem um discurso extremamente reacionário, mas a sua capacidade narrativa (veja aqui algumas passagens) e criativa é inegável. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

NOD038. Salteadores de Caravanas

Surpresa das surpresas. Este livro da Coleção Arizona é o mesmo que, mais ou menos, dois anos antes tinha sido publicado na Coleção Búfalo, nº 102, sob o título «Com sangue também se paga». Como justificar uma aldrabice como esta? Aldrabice que se descobre logo de início porque o nome da princesa india é inesquecível: Minetake.
Assim, que podemos dizer? O mesmo que se disse para o correspondente da Búfalo:
«A. G. Murphy. é um especialista em questões de caravanas que têm de atravessar território índio, deixando sempre uma porta aberta para o diálogo, e vencer batalhas com salteadores que gostem de se apropriar do alheio. Desta vez, a acção essencial não é no interior da caravana, mas, fora dela, com forças que combatem esses salteadores.
Para além disso, consegue introduzir nas suas novelas acções em que a paixão entre dois seres seja em geral contrariada. Neste caso, a personagem central apaixonou-se por uma linda princesa índia, Minetake, e resolveu raptá-la a fim de consumarem o seu amor.
Assim, em determinado momento, o herói desta novela vê-se acossado pelos índios que pretendem castigá-lo pelo seu atrevimento (e abuso de confiança, pois abriram-lhe as suas tendas e partilharam a sua comida) em se apoderar de Minetake e, por outro lado, em luta aguerrida contra salteadores muitas vezes traiçoeiros...
Já sabem quem ganhou no fim, mas as perípécias são bastante engraçadas.»
Aqui fica
SALTEADORES DE CARAVANAS

domingo, 4 de maio de 2014

NOD009. Tragédia em Arizona


«Um homem alto, corpulento e muito moreno, em cujo colete luzia uma estrela prateada, acercara-se de Eli pelas costas.
E, então, aconteceram duas coisas que foram o princípio do fim…
“Cat” emitiu um novo relincho que, desta vez, parecia o ladrar de alerta de um cão de guarda e o dono voltou-se a tempo de ver que a coronha de um revólver estava prestes a abater-se-lhe sobre a cabeça.
Soou uma detonação.
Estava consumado o princípio da tragédia. O alcaide Peter Duane recebera em plena fronte o projétil disparado por Eli».
A passagem atrás citada marca o início desta novela, a qual tem a particularidade de ser uma das mais procuradas pelos nossos amigos e de ter contribuído para considerar este autor, Meadow Castle, mais aceitável.
Por isso, decidimos proceder à sua digitalização e consequente possibilidade de download. Assim, já pode ler
Tragédia em Arizona

Mais livros

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...