A cabana erguia-se sozinha na orla do território seco, onde o vento passava como uma faca e o sol parecia ter jurado não perdoar ninguém. Era pequena, feita de toros escurecidos, mas sólida como uma promessa antiga. Ali vivia uma menina, tão leve e silenciosa quanto o pó da manhã, acompanhada apenas do seu cordeiro, um bicho manso que a seguia para todo o lado, como se o mundo inteiro fosse demasiado grande sem ela.
