sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

NOD035. Vida por amor


Nelson Montgomery era um rapaz brigão e cedo teve de fugir da terra que o viu nascer devido à falsa acusação de que havia morto alguém, deixando a mãe com a tarefa de arranjar provas da sua inocência. O seu percurso não foi nada recomendável com assaltos em que procurou não ferir ninguém até que chegou a Kansas City onde viria a conhecer a mulher dos seus sonhos.
Associado a um bandido mexicano, veio a saber que este se preparava para atacar o rancho da sua amada e tudo fez para o defender. No momento da chegada da sua mãe a Kansas City com o indulto tinha acabado de enfrentar o chefe da quadrilha, matando-o, mas ficando moribundo. Foi triste o adeus de Nelson Montgmory o que deu a «Vida por amor» uma tonalidade comovente.
Aqui disponibilizamos esta obra com a capa que entendemos deveria ter sido utilizada pela APR. Ela coaduna-se com a parte final do livro, no momento em que Jane visita a campa de Nelson Montgomery.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOD034. O «Colt» dita a sentença

Ken Millard foi ajudado a fugir da Prisão Territorial por uma mulher apaixonada, Dinah. Durante a fuga e com planos para novos assaltos em busca de dinheiro, resolveram separar-se para se reencontrar em Las Tumbas, acreditando que assim teriam maiores hipóteses de escapar aos perseguidores.
Las Tumbas vivia uma situação dramática com roubos e assaltos pelo que alguns dos seus habitantes se reuniram para contratar um pacificador que os levasse a desfrutar de novo de uma cidade pacífica.
O pacificador foi atacado enquanto se dirigia para a cidade e o acaso quis que um dos fugitivos se encontrasse com ele e com os seus atacantes, levando-o a desfazer-se deles, não conseguindo no entanto salvar-lhe a vida. Recolheu os seus bens e a carta de apresentação em Las Tumbas. Iniciava-se assim um novo capítulo na vida de Ken Millard que, de fugitivo, se veio a converter em representante da lei.
Mas a situação em breve derivou para um possível desmascarar de Ken. E, um dia, Dinah chegou a Las Tumbas e pô-lo perante a sua promessa de arranjar mais dinheiro. No entanto, esta fabulosa mulher acabou por dar a sua vida para o salvar.
Magnífico livro de que vamos deixar algumas passagens, acompanhando a relação de Ken e Dinah, e de que disponibilizamos ficheiro para download.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

NOD033. O «Estrela Negra»

Esta é a história do homem que usava uma estrela negra na sua infinita tarefa de acabar com todos os que não respeitavam a vida e a dignidade do seu semelhante. Por que usava essa estrela? Por que motivo era ela negra? Alguma vez deixaria de a usar? Para responder a estas interrogações, leia as passagens e o ficheiro para download que disponibilizamos com mais um texto impressionante de Silver Kane o qal foi objeto de publicação na Coleção Colt.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOD032. O quinto homem

Esta é a história da perseguição a cinco homens por um «cow-boy» que acabou por encontrar a felicidade, na pessoa de uma jovem. O quinto homem, esse, ocultava-se sob a identidade de pessoa exemplar.
A história é igual a tantas outras, contada por John Weiber com um ritmo satisfatório. Disponibilizamo-la por inteiro num momento em que a descoberta de "passagens" se nos revela um tanto difícil.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

NOD031. O Xerife




Passeava-me pelo Coisas, na rotina diária: pesquisar por «Búfalo», depois «Bisonte», às vezes «Cow-boy»...
E nesse dia algo apareceu: um livro da Bisonte com uma belíssima capa, a um preço exorbitante para «Comprar Já». Apesar do preço não hesitei. Este livro, um Peter Debry, autor famoso na área do policial, merece o que pedem por ele tão raro ele é. Vou introduzir o texto que segue na sua referência no blog e, para tramar os especuladores, vou disponibilizá-lo para download.

O Xerife
Stone Farlum era xerife em Noland, povoação do Oeste minada por um grave conflito entre lavradores e criadores de gado. Estes reivindicavam a posse das terras que utilizavam como pastagens e que o Governo tinha atribuído aos lavradores.
Em consequência deste conflito de interesses, alguém contratou o assassino Mack Benson para fazer a vida negra aos lavradores o qual acabou por matar o jovem Leroy, sendo condenado à forca.
As pessoas tinham confiança no xerife, mas o facto de a sua filha Alma estar noiva de Marty Munroe, o mais feroz dos criadores de gado, granjeou-lhe a desconfiança do outro grupo.
Esta novela descreve praticamente o último dia de vida de Benson entre o momento em que os lavradores conspiram para o linchar e o da sua execução no meio da qual Marty tenta abater Farnum por este poder ter provas para o incriminar. Uma mulher acaba por ter um papel decisivo e tudo se resolve com a sua ajuda.
A capa deste livro é muito sugestiva. Ela mostra uma entrega de arma ao prisioneiro, operada por uma rapariga bonita enquanto o xerife finge que não vê. Não se pense que as coisas se passaram assim. Para saber como a arma chegou a Benson e o papel que a menina teve é preciso ler «O Xerife»

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

NOD030. Cinco homens para matar

Conrad Dilon, residente em Ilinois, foi declarado herdeiro universal de Jess Dilon, recebendo dinheiro, rancho, gado e outros bens do seu falecido tio. Partiu, acompanhado do seu filho Alam para o Oeste para tomar posse da herança.
Mas esta era cobiçada. Aliás, o seu tio tinha sido assassinado para alguém poder apoderar-se dos bens. A chegada de Conrad e do filho a Danton, em pleno coração do Oeste, não foi saudada por todos.
Conrad estabeleceu-se, mas em breve caiu numa emboscada e o filho, demasiado pequeno, foi obrigado a fugir. Cresceu, sempre com a ideia de vingança a motivá-lo, aprendeu a utilizar armas, lutou pelo Sul na Guerra da Secessão e, um dia, acompanhado pelo amigo Jeff e pela inseparável viola deste, voltou a Danton onde consumou a vingança. Estava escrito que aí encontraria também a felicidade…
Eis um livro de mais um autor português - Gilfred S. – e que, devido a essa particularidade, aqui disponibilizamos por inteiro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

NOD029. Morte no rio

«Chamava-se Crystal Dumeine.
E chamavam-lhe o pirilampo do rio.
Alta e esbelta. De curvas fascinantes capazes de perturbar o capitão do barco onde se encontrava. Era orgulhosa e altiva. Morena, de olhos rasgados, grandes e negros como um cume ou um poço.
A boca de lábios carnudos, vermelhos e sensuais incitava ao beijo. O seio era altivo e erecto, a cintura fina, quadris de ânfora e pernas altas e maravilhosas metidas em meias, preta a maioria das vezes.
No dizer de quantos a conheciam, Crystal era uma verdadeira dama crioula, embora, como em todos os casos, houvesse quem tinha opinião contrária. Mas todos concordavam em que era tão perigosa como uma cascavel ou um jaguar das planícies do Texas.» - conta Joe Mogar.
Encerrada naquele barco, ganhando a vida como jogadora, estava muito longe de imaginar o papel que ia ter nos futuros acontecimentos em que um capitão nortista se envolveu quando procurava quem lhe fizera desaparecer os pais, quem o roubara, quem obrigara a sua mulher a fugir...
Deste livro, em que algumas situações parecem de esclarecimento difícil, deixámos algumas passagens que retratam a fulgurante e dramática relação da sua figura principal, Pack Evans, o capitão nortista, com Alina, a sua esposa, a mulher que lhe fugiu para acompanhar um meio-irmão que ludibriara os seus pais, deixando por momentos a ação do «pirilampo do rio» para os que entenderem ler a obra por inteiro.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

NOD028. O regresso de Bob O'Hara


Este é mais um livro de Joe Mogar, cheio de acção. Acção em que a figura do herói é determinante, mas onde a mulher tem um papel importante.
Neste caso, há três mulheres: a que vivia com O'Hara e morreu, lançando-o, desperado, numa vida de pistoleiro; a que, no seu regressou, encontrou tomando banho no rio; e aquela a quem matou o noivo e um dia acabou por salvá-lo da morte porque sentiu o apelo do amor.
A capa, excelente, com assinatura mas não legível, retrata o desenvolvimeto de uma deliciosa cena em que O'Hara encontra a jovem que se banha nas águas do rio a qual se sente ofendida com a sua presença...
Leia
O REGRESSO DE BOB O'HARA

terça-feira, 28 de julho de 2015

NOD027. O túmulo ignorado

 Um homem avançava inclinado sobre o cavalo, tentando abrigar o rosto do furacão de areia que soprava do deserto; parecia fazê-lo como bom conhecedor do terreno que percorria.
Era ainda jovem, alto e de cabelo louro. Tinha o rosto queimado pelo vento e pelo sol das planícies. Vestia jaqueta de pele e o seu chapéu de aba larga estava bastante deformado. Um pequeno embrulho constituía toda a sua bagagem, além de uma «Winchester» que pendia duma funda a um dos lados e uma pá atada por uma correia no lado oposto.
De vez em quando parava para orientar-se. Era difícil fazê-lo no meio daquele deserto de areia que envolvia com abrasador e infernal calor. Tinha os olhos vermelhos e por vezes era obrigado a tapá-los: com a mão para impedir que o pó o cegasse.
Ao chegar ao cimo duma encosta rochosa, deteve-se pela centésima vez naquela manhã. Mas lesta vez apeou-se e estendeu-se no solo. Durante cerca de dois minutos esteve a observar a planicie que se disfrutava a seus pés, do outro lado da colina.
Em baixo, a menos de cento e cinquenta jardas, distinguiam-se entre a poeira as casas duma aldeia. Tudo parecia ver-se através dum véu amarelo. A paisagem era hostil e só algumas plantas espinhosas e catos ponteavam de verde o fundo amarelo da ressequida terra.
O homem não se moveu enquanto o vento sibilava sobre a sua cabeça. Quando o fez foi para se apoiar à sela do cavalo. Tinha um aspeto preocupado. Era evidente que alguma coisa o intrigava.
Montou de novo e começou a descer a encosta. Era ainda visível a rua que tempos atrás tinha sido a artéria principal de Glennside. Agora estava coberta de pó e de pedras. Era uma artéria morta que conduzia às portas duma cidade morta.
Quando chegou ao fim da única rua de Glenneside, Ben Ritter parou. Não podia acreditar que aqueles sítios que anos antes tinham sido cenário de tantos acontecimentos memoráveis, agora permanecessem envolvidos num silêncio de túmulo. As casas meio arruinadas, escuras e desordenadas, semelhantes a urna legião de fantasmas ali estavam agrupadas para lhe darem a sua sinistra saudação.
— Tinha que acabar assim — murmurou Ben, a meia voz, enquanto o vento que sibilava forte o impedia de ouvir as suas próprias palavras.
Olhou para o lado e fez o cavalo avançar por entre as casas desertas. Olhou com certa curiosidade o edifício que tinha sido o «saloon» de Webster, fez um gesto de repugnância ao passar em frente do antigo armazém dos irmãos Moody e fixou longamente a casa onde viveu a gentil Pat Bendix. Tinha então dezasseis anos e vivia com os tios, os vadios Clam e Kibb. Ignorava o destino de Clam, mas sabia que Kibb tinha morrido em consequência duma desordem em Glennside. De Pat não sabia nada. Se for viva, deve estar uma senhora. Era isso, pelo menos, o que o Bendix queria fazer da sua sobrinha.
Ben Ritter continuou o caminho até ao extremo oposto da rua. O vento ali soprava com menos violência, mas o pó era igualmente denso.
Ao chegar a um monte de pedras que assinalava o local onde costumavam beber os cavalos que entravam e saíam de Glennside, Ben Ritter apeou-se. Encostou-se a um poste que ali estava e esfregou os olhos para tirar deles o pó acumulado. Em seguida entrou num barracão e ali acendeu um cigarro.
Olhou em volta. A menos de dez passos havia um monte. No cimo, estava urna cabana em ruínas.
Ben agarrou a pá e para lá se encaminhou. Quando chegou procurou como que um ponto de referência. Deu mais alguns passos até ao cimo e voltou-se de novo. Olhou longamente aquilo que restava da povoação. Um sítio de infinita desolação e abandono. Tudo era silêncio, tudo sujeito à implacável ação devastadora do tempo. Nem um ser vivo, nem vestígios de vida por ali.
Aquele exame pareceu satisfazê-lo. Desceu alguns metros até chegar junto de um penhasco. Refletiu um pouco. Andou uns passos para e esquerda. Olhou mais uma vez o alto da colina e o edifício mais próximo.
Parecia satisfeito. Tirou o chapéu e a jaqueta de couro que pôs a seu lado e, agarrando na pá, enterrou-a na terra ardente.
Cinco minutos mais tarde suava copiosamente; mas tinha aberto uma pequena fossa de uns três pês de largura por um de profundidade. Descansou uns segundos continuando depois a cavar.
Se Ben Ritter soubesse que duma daquelas casas em ruínas o estavam a observar tinha abandonado imediatamente o seu trabalho. Mas estava absolutamente convencido que se encontrava só naquela imensidão.
Quando já tinha afundado a cova cerca de dois pés, bateu num objeto duro. O coração de Ben começou a bater com força; mas ao inclinar-se para examinar o que seria, quase que lançou uma exclamação de assombro. Porque o que acabava de encontrar era o crânio duma pessoa ali enterrada.
Ben Ritter ergueu-se e recuou um passo. Durante uns segundos contemplou o macabro achado.
Em seguida, largou a pá, e com a mão tirou a terra que cobria aqueles restos.
Quem seria a pessoa enterrada naquele sítio? Acaso se teria enganado ao calcular o lugar onde devia cavar?
Tirando a terra que cobria aqueles ossos, Ben fez uma nova descoberta. A ossuda mão do morto parecia crispar-se sobre uma corrente de ouro que sustentava um grande medalhão. Ben agarrou-a com um misto de veneração e de medo. Com a manga limpou o pó e examinou o objeto.
Era todo em ouro e apesar do tempo que estivera enterrada conservava-se em bom estado. A curiosidade levou-o a abrir o medalhão.
Continha uma fotografia. Eram as belas feições duma mulher. E, ao vê-la, os lábios de Ben contiveram a custo uma exclamação de assombro.
Mas não o fez, porque no mesmo instante atrás de si, soou uma voz fria e ameaçadora.
— Não te mexas, Ritter. Estou a apontar para a tua cabeça.
Não se mexeu. Ben Ritter sabia que se o fizesse morreria.
— Lembras-te dela, Ritter? -- continuou a pessoa que o tinha surpreendido, ainda sem se deixar ver. — Margaret. Era muito formosa. Cometeste muitas loucuras para lhe seres agradável e esta foi a Última. Mas sei que não foi por isso que vieste de tão longe.
Sim, era o retrato de Margaret, bela e altiva como a tinha conhecido. Parecia olhá-lo com os seus olhos maravilhosamente transparentes, duma tonalidade esmeralda que enlouquecia os homens que cruzavam o seu caminho.
Mas não podia pensar nela. A arma apontada A sua cabeça podia disparar-se de um momento para o outro. E Ben Ritter sentia uma curiosidade imensa em conhecer a identidade daquele misterioso habitante da cidade abandonada que tinha saído das ruínas para o surpreender no seu solitário trabalho.
— Que queres? — atreveu-se a perguntar.
— Olha-a bem — disse o outro. — Pensa no que Margaret faria por ti. Mas já não está aqui para te ajudar. Recordas-te bem dela, maldito Ritter?
Assim começa este excelente livro de R.C.Lindsmall. Para responder às interrogações do autor, só tem de ...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

NOD026. Jogo de morte

(Coleção Bisonte, nº 84)
 «August Sheylander, com as mãos nervosas, trementes, gordanchudas como almofadas de carne, endireitou tudo aquilo.
Nem sequer se apercebeu de que faltavam cartas no baralho com que os cinco homens tinham jogado. Como algumas estivessem manchadas de sangue, o dono do casino resolveu queimá-las.
Entretanto, na ruela solitária onde Garry Brampton dormia o seu último sono, olhando, sem ver, o céu de Kansas, os dedos da mão esquerda continuavam agarrados a alguma coisa que nenhum dos homens implicados no seu assassínio tinha notado, na excitação e pressa de se desfazerem do cadáver.»

Termina assim o prólogo de mais esta magnífica novela de Donald Curtis. Garry Brampton é assassinado na sequência da venda de gado que lhe rendeu duzentos mil dólares e de ter perdido esse dinheiro ao jogo, apercebendo-se então de que os jogadores tinham sido pouco sérios.
No momento da morte, a sua mão manteve as quatro cartas que constituíam o seu jogo: quatro ases, quatro ases que vão estar presentes na vingança insuflada pela sua noiva, Jessie, ao irmão mais novo Alex.
Após o prólogo, a novela desenvolve-se em cinco partes dedicadas à educação do irmão e a cada um dos que participaram ou colaboraram no assassinato. Aí materializa-se a vingança de Jessie e o reencontro de Alex com a felicidade.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

NOD025. «Sonora» Jim


«Sonora» Jim, o pistoleiro que foi chamado a Austin por uma bela mexicana, acabou por se apaixonar por uma das suas rivais e construir uma vida com ela...
Mas não foi fácil como relata Joe Mogar neste livro minúsculo da Coleção Oeste com um estilo que não é bem o seu, parecendo mais o de um conto para inserir em jornais de BD. No entanto, lá está o encontro junto ao ribeiro e o sacrifício da mulher que deu a vida pelo pistoleiro..

domingo, 3 de maio de 2015

NOD024. O cow-boy e a índia

 
Esta é a história de uma jovem índia, «Raio de Luar», que encontramos em fuga à sua tribo onde lhe estava destinada a união com um guerreiro sanguinário e de um «cow-boy», James Carson, que, farto de conduzir caravanas para o Oeste distante, procurava um lugar para trabalhar e estabelecer a sua vida. Ambos fugiam assim de algo.
Quis o destino que James encontrasse «Raio de Luar» quando esta fugia de dois brancos que pretendiam abusar dela. E a novela desenvolve-se, a partir daí, num conjunto de situações em que os dois jovens se auxiliaram mutuamente nos múltiplos perigos que enfrentaram. A jovem índia demonstrou que a palavra reconhecimento tinha um elevado valor na sua cultura.
Leia «O cow-boy e a índia».

segunda-feira, 30 de março de 2015

NOD023. Alma de pistoleiro

Vance Logan é um pistoleiro, um homem que aluga o seu revólver ao melhor preço para abater o seu semelhante. Não é um vulgar assassino, pois tem a particularidade de desafiar ou provocar as vítimas para um combate com armas iguais.
Ferido num desses combates, Logan é encontrado por Andy Terrel que o trata e perante o qual contrai uma dívida de gratidão.
Terrel cruza-se com a família Danvers, impressionando-se com a jovem e bela Betty a quem protege dos Colton, três irmãos que lhes cobiçam as terras das quais os querem escorraçar. Atraído pela bela Stela Colton, Terrel em breve demonstra a fidelidade aos Danvers, tornando-se em mais um alvo para aquela família de abutres.
Logan acaba por ser contratado pelos Colton, mas ao reencontrar Terrel resolve respeitar a dívida de honra que contraiu perante aquele que o salvou.
Eis uma obra que dá gosto ler e reler.

quarta-feira, 25 de março de 2015

NOD022. Comerciante de balas

(Coleção Colt, nº 33)

Quando Ben Hillman se dirigia para Santa Paula para tomar conta de uma loja que tinha adquirido a um velho comerciante estava longe de pensar que iria cruzar-se com uma jovem em fuga de um grupo de malfeitores às ordens de um energúmeno que dominava a cidade. A jovem pô-lo ao corrente da situação local admitindo que se tratava de um representante da lei que tinha sido solicitado ao Governador do Estado por um grupo de cidadãos.
A situação tornou-se mais complexa quando tomou conhecimento com a bela filha daquele energúmeno quando interveio contra os malfeitores num assalto a uma diligência em que ela viajava. De um momento para o outro, Ben Hillman salvava duas beldades.
Eis uma novela muito engraçada de Clark Carrados que merece digitalização total.

domingo, 22 de março de 2015

NOD021. A filha do xerife


Neste livro, encontramos dois elementos interessantes. O primeiro tem a ver com a questão da igualdade homem * mulher: num ambiente onde esta tinha um papel subalterno, aparece alguém cheio de coragem, de saias, a impor a lei na sequência do assassinato do seu pai.
O segundo é recorrente e baseia-se na figura da bêbedo vagabundo. Que esconderá aquele homem de barba crescida, sempre emborrachado e com ar de mártir? Muitas vezes, caiu nessa situação devido a algo profundamente marcante. Incapaz de o ultrapassar, dedicou-se ao álcool procurando esquecer. Mas eis que uma situação inesperada lhe traz o anterior fulgor e o leva a regenerar-se e, no caso, presente a apoiar a jovem filha do xerife na sua causa.
Imaginam o desenlace…

domingo, 1 de março de 2015

NOD020. O mascarado



Quando Ernie voltou à terra natal depois de ter passado alguns anos no Leste a estudar engenharia todos ficaram desiludidos com o seu aspeto. Que fora feito do rapaz que um dia tinha partido. Ernie voltada vestido de maneira diferente e até os seus modos nada tinham a ver com o que fora, levando a sua eterna namorada a virar-lhe as costas.
Factos estranhos ocorriam na cidade. Alguns rancheiros eram roubados, outros eram abandonados devido a chantagem, mas um estranho mascarado por vezes fazia justiça e ajudava os mais humildes.
O desafio deste livro é descobrir a relação entre Ernie e o mascarado justiceiro. Atendendo ao autor, Orland Garr, não choca que quem traga a justiça seja alguém um tanto marginal à sociedade em que (não) se integra…

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

NOD019. A dama do «Colt Frontier»


O jogo, as bebidas, e os ladrões de gado, sempre foram o triunvirato da vida agitada do Oeste. Este romance mais uma vez nos dá uma narrativa emocionante nesse campo, onde surge uma mulher que fazia profissão...
São estas as palavras de introdução a «A Dama do Colt Frontier», um livro assinado por A. Rolcest, um livro que encontrei perdido junto a uma gaveta abandonada com mais material que não tive oportunidade de analisar e que decidi imediatamente digitalizar, tal o modo como se me manifestara a sua imagem.
Esperava mais do senhor Rolcest que escreveu obras bem melhores, parecendo aqui completamente sufocado pela influência de Estefania. A capa, assinada por Cortiela, mostra uma mulher de arma na mão. Pretendia-se a mais bela da cidade, mas a capa nem lhe faz justiça.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

NOD018. O destino cumpre-se

(Coleção Pólvora, nº 74)
«O destino cumpre-se» é, mais uma vez, a história do jovem que, à chegada a casa, depara com todos os familiares mortos na sequência de uma ação de pilhagem e decide vingar-se, abatendo, um a um, os participantes em tão vil acto. Quis o destino que, quando Jim regressou a Tourneville, conhecesse a bela Glenda filha do poderoso Patterson, o dono da cidade e um dos implicados na morte da sua família. Iria levar a sua vingança até ao fim com a sua vestimenta de «Justiceiro» e montado no seu fiel cavalo «Lucifer»?
Para o saber, leia esta bela obra de Frank Spey.

sábado, 25 de outubro de 2014

NOD017. A colina da morte


 Que segredo escondia aquela sepultura e qual a sua relação com a mais poderosa proprietária daquela terra?
Recém-chegado à terra natal, de onde se tinha ausentado alguns anos antes, Charly Garner deparou-se com uma jovem arrogante, proprietária de dois mastins que não hesitava em lançar às pessoas quando se sentia incomodada por estas.
Mas na vida da jovem havia algo no passado que a obrigou a reconsiderar a sua atitude e a alterar o comportamento. Isso foi o segredo que aquele local, pela voz de Charly, um dia lhe deu a conhecer. Eis uma novela com honras de primeira publicação na Coleção Bisonte e, alguns anos depois, na Coleção Colt. A sua qualidade é igual à de tantas outras, por isso, a esta distância não percebemos a razão, dada a proliferação de novelas da Bruguera e do senhor Rolcest por esta altura.
A capa, assinada por Bernal, é bem menos significativa que a da Bisonte, em clara sintonia com a novela. Aliás, a presente até é bem esquisita com os diferentes elementos numa escala que não parece a mais própria.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

NOD016. Lobos do Missouri


Amanhece, meu amor...
Nas margens do rio Missouri, os pássaros soltam piares estridentes e abanam a plumagem colorida, saracoteando as asas num gesto preguiçoso.
As águas correm, ora barrentas ora esverdeadas, com laivos de limo e ramos partidos. As largas curvas do rio são seguidas por barrancos que as talham numa e noutra margem, mostrando as suas moles negras cortadas a pico...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

NOD015. A diligência de Middle

A diligência de Middle, nascida essencialmente para a cobertura de um percurso que o caminho de ferro não podia satisfazer, serviu vários fins entre os quais os de um banqueiro manhoso que um dia resolveu fingir que "enviava secretamente" 50000 mil dólares utilizando os serviços da mesma os quais nunca chegaram ao destino em virtude de uma assalto.
Depois, o honesto banqueiro pediu aos depositantes que aceitassem repartir as perdas uma vez que o dinheiro era deles e o mal repartido por todos custaria menos a cada um.
A ação deste banqueiro cruza-se com o regresso de um jovem que, por acaso, encontrou a diligência já após o assalto e perseguiu o assaltante reparando que este tinha largado um saco de coiro no rio.
Como o banqueiro não apreciava este irreverente cow-boy, já que este morria de amores pela sua filha, aproveitou para fazer crer que ele era responsável pelo assalto. Quem venceria? A palavra do honorável e respeitável banqueiro ou a coragem de um jovem tão vilmente acusado?
Este livro de Fidel Prado está muito bem elaborado e parece bastante rigoroso. O autor perde-se por vezes em diálogos que não nos parecem muito naturais, mas é uma caraterística sua que temos de respeitar. A tradução parece-nos má com os tempos dos verbos a não condizerem com o discurso. Apesar de tudo, um bom momento da Coleção Colt...

sábado, 2 de agosto de 2014

NOD014. Ódio que mata

Estávamos com alguma curiosidade em relação a este livro de Edgar Caygill, exatamente por ser o primeiro neste formato a que tínhamos acesso. Caygill é mais um pseudónimo de Roussada Pinto que, para além deste, terá usado o de Ross Pynn. Conheciamo-lo de contos no Mundo de Aventuras, de argumentos para as aventuras de Tomahawk Tom desenhadas por Vitor Péon e de pequenas histórias na coleção Oeste. Por outro lado, temos uma ideia bem formada sobre a sua capacidade na novela policial, tão famosa na década de sessenta em títulos como «O casa da mulher…», e lemos com agrado os seus livros da série «So long, Jim», onde nos pareceu um autor bastante maduro e de elevada capacidade.
O livro em análise é bem mais parecido com os contos publicados no MA do que com os livros mais recentes. Nele entra de tudo: o pistoleiro ultra rápido («Dynamite Joe»), o bando de facínoras, a população aterrorizada por um só homem, a fuga para território índio, a crueldade dos índios e as cenas dela decorrentes, os soldados que protegem as caravanas, a bela menina que se apaixona pelo herói.
O livro não tem passagens elegíveis para publicação. Ele é eterna correria do herói, de grupos de homens, ele é uma coleção de designações do mais exótico possível: «o vale dos escravos», «o desfiladeiro dos abutres»… Só por isso vale a pena ser apreciado no seu conjunto, sabendo-se à partida que não é uma novela rigorosa, bem elaborada, mas algo que traduzia o grande entusiasmo pelo modo como a juventude naquela altura olhava o Oeste distante. Para isso, aqui fica...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

NOD013. Rivais



Ao começar por centrar a atenção do leitor no cínico e bandido que, ainda por cima, parece simpático, namoradeiro e mata os adversários em duelo, dando a oportunidade de se defenderem, Tex Taylor ilude-nos fazendo-nos crer que aquele jovem vem a conseguir a redenção ao longo da novela. Mas tal não acontece.
Pouco a pouco, a repugnância em relação a Ronald cresce e desenha-se o romance entre Lea e o seu capataz que acaba por lhe salvar a vida perante o cínico.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

NOD0012. Em resgate de sua honra

Tex Membor, filho do chefe de uma quadrilha que se dedicava ao assalto de bancos, aos vinte e quatro anos, sentia que aquele não podia ser o seu futuro. Ele sonhava ser Polícia Rural. Quando confessou ao pai o seu sonho, este resolveu dissolver a quadrilha e Tex partiu para Bismark onde sabia existir um posto daquela polícia.
No caminho, encontrou uma jovem formosa a ser violentada por dois bandidos e salvou-a da perigosa situação. Foi extraordinariamente bem recebido no rancho da jovem pelos familiares desta que incluíam um tio, mutilado da guerra.
Tex foi admitido como vaqueiro no rancho e, em breve, se apercebeu de factos estranhos. Reses misturadas com as de um vizinho com cujo dono se incompatibilizaram… pessoas mortas com facadas pouco firmes.
Sem abandonar o seu projeto de integração no corpo da Polícia Rural, Tex, ajudou o sargento Cardigan a desvendar a situação e sentiu-se a resgatar a sua honra. As coisas foram-se complicando, tudo apontava para a participação de uma jovem filha do rancheiro nos assassínios, mas uma vigilância levada a cabo pelo aspirante a Rural acabou por incriminar o capataz do rancho e chegar insuspeitável culpado.
Como é normal nas novelas de A.G.Murphy, o herói apenas ultrapassou o momento mais difícil desta com ajuda externa, desta vez na figura do seu pai e antigos companheiros que decidiram visitá-lo e encontraram-no a ser atacado por feras…

quinta-feira, 5 de junho de 2014

NOD011. A índia do Vale da Morte


Apresentamos, hoje, uma novela excelente: "A índia do Vale da Morte", que nos traz todas as qualidades narrativas de Joe Mogar.
Atentem nesta passagem com que se inicia o livro:
Os Montes Funeral e Telescopio estavam à vista. Como pétreas sentinelas da sepultura de sal, areia, dunas e rochas, que era o deserto do Vale da Morte.
Como lúgubres e mortais sentinelas que quisessem advertir o viajante, o forasteiro, de que ali, entre as suas salitrosas areias, entre o seu fantasmagórico silêncio, se encontrava a morte.
Uma morte horrível, tanto por falta de água como por outra causa qualquer. Sentinelas mudas, mas que avisavam com a sua presença, desde grande distância, que aquilo, aquele lugar, aquela depressão infernal, não podia ser pisada pelo homem.
O cavaleiro sabia-o, também.

Cavalgava, em linha reta, na direção do Monte Funeral, debaixo de um sol de fogo, ao meio-dia. A sua direita, erguia-se, majestoso, o Monte Telescópio, formando uma enorme porta, sempre aberta, para o inferno.
Até ao Vale da Morte.
Mas o cavaleiro não o via. Não via nenhum dos montes. Não via, tão-pouco, aquela larga e plana abertura que, imediatamente, em rápida descida, o levaria por entre dunas, areias cristalizadas, blocos empedernidos de rochas, árvores petrificadas e milenárias, até à sepultura, entre montões de sal, com a boca seca, horrivelmente inchada por falta de água.
Também não pensava.
Podia dizer-se, sem receio de erro, que cavalgava como um autómato e que estava a ponto de cair da sela.
O Monto Funeral encontrava-se a menos de quinhentas jardas dele, quando uma figura apareceu a seu lado, surgindo de entre umas rochas e levando um rifle nas mãos.
Uma «Winchester», mais exatamente.
Os seus olhos, intensamente negros, olharam uns segundos o cavaleiro e logo as mãos levaram o rifle à cara. Durante uns segundos, o cano da arma esteve apontado para o meio do peito dele. Mas não apertou o gatilho.
Em vez disto, baixou o rifle e fê-lo, justamente, quando o cavaleiro deslizava, mansamente, da sela para o solo. Então, o cavalo que montava parou.
Completamente imóvel, com os negros olhos, fixos, muito fixos, na figura do cavaleiro, continuou olhando-o durante vários segundos, até que, finalmente, se decidiu.
Sem abandonar o rifle, desceu, quase correndo, por entre as raquíticas ervas e pedras, até ao lugar da sua queda.
Inclinou-se sobre ele e, com bastante trabalho, voltou-o de boca para cima. Depois, com o semblante completamente rígido, aproximou-se do cavalo. Sabendo que era impossível levantá-lo até à sela, tirou a corda do arção da mesma, prendeu-a à borraina, passou-a por debaixo das axilas do cavaleiro e começou a arrastá-lo...
Se, depois desta passagem, quer ler todo o livro eis

A INDIA DO VALE DA MORTE 

sábado, 24 de maio de 2014

NOD010. «Lasso» Bill


O número 14 da minúscula Coleção Oeste traz-nos três contos de Edgar Caygill. O primeiro, o mais encorpado e que dá título ao volume, é «Lasso» Bill, onde se descreve a aventura de um homem valente que, na sugestiva Sun City, luta contra bandidos, geralmente mexicanos e contra índios, geralmente selvagens. Há de tudo: ataques, roubos, murros, marchas da cavalaria com cornetins exuberantes, mesmo ao estilo de Caygill. O segundo conto denomina-se «O homem que não ria» e o último e mais pequenino «O encontro».
Para os que apreciam aqui fica...

domingo, 4 de maio de 2014

NOD009. Tragédia em Arizona


«Um homem alto, corpulento e muito moreno, em cujo colete luzia uma estrela prateada, acercara-se de Eli pelas costas.
E, então, aconteceram duas coisas que foram o princípio do fim…
“Cat” emitiu um novo relincho que, desta vez, parecia o ladrar de alerta de um cão de guarda e o dono voltou-se a tempo de ver que a coronha de um revólver estava prestes a abater-se-lhe sobre a cabeça.
Soou uma detonação.
Estava consumado o princípio da tragédia. O alcaide Peter Duane recebera em plena fronte o projétil disparado por Eli».
A passagem atrás citada marca o início desta novela, a qual tem a particularidade de ser uma das mais procuradas pelos nossos amigos e de ter contribuído para considerar este autor, Meadow Castle, mais aceitável.
Por isso, decidimos proceder à sua digitalização e consequente possibilidade de download. Assim, já pode ler
Tragédia em Arizona

quarta-feira, 30 de abril de 2014

NOD008. O renegado

Um jovem branco viu os seus pais serem mortos e roubados por uns facínoras estabelecidos no forte que vendiam armas e bebidas aos índios. Foi abandonado depois de chicoteado e pontapeado e, encontrado por uma tribo índia, ali foi tratado. Durante anos, acompanhou a vida dos índios que o ensinaram a combater com toda a espécie de armas. Uma linda índia, filha de grande chefe, era uma espécie de irmã para ele. Até que chegou o dia da visita ao forte...
Pena Vermelha já não regressou à sua tribo ultrajada e morta pelos mesmos que tinham acabado com os pais do seu "irmão".
Johnny Garland, quinze registos em Portugal, traz-nos uma novela excelente em que os índios não são vistos como selvagens, mas como seres humanos com qualidades iguais a todos os outros, que um dia foram espoliados das suas terras, mas, mesmo assim, são capazes dos actos mais nobres. O grande chefe "Aguia Solitária" não infligiu qualquer dano à filha do grande chefe branco apesar de já conhecer o triste destino de Pena Vermelha. E, no final, esta viria a encontrar a felicidade com o seu filho adotivo...
A capa, assinada por Longeron, mostra o momento em que a filha do grande chefe branco tenta apunhalar o herói da nossa história.
Faça o download de
O Renegado

quarta-feira, 23 de abril de 2014

NOD007. O homem de Dodge

Tinham chegado à cidade conduzindo uma manada com a qual fizeram bom dinheiro. Depois de dois anos sem verem aquele bulício, ficaram fascinados. Um foi procurar a prometida namorada. Outro foi beber uns copos... e houve quem se aproveitasse da sua fragilidade: embebedaram-no, conduziram-no ao jogo, ficaram-lhe com todo o dinheiro e, quando descobriu que tinha havido batota, mataram-no.
Mas a sorte do seu irmão foi um pouco melhor, embora também não fosse boa: a prometida professorinha era agora uma grande senhora, dona de alguns domínios, que aproveitara o bom relacionamento com um batoteiro de boas maneiras, o mesmo que lhe matara o irmão... e começou a vingança... que só terminou quando seguiu o seu caminho de mão dada com a mulher que amara.
Este livro de Mark Halloran é, mais uma vez, notável. Pelo conteúdo e pelo estado: está completamente esfrangalhado, cadernos quase separados; a capa, não assinada, digna do cartaz de um Western dos bons velhos tempos, está cheia de vincos, mas mantém alguma beleza; e, no entanto, está completo o que dá para saborear todo o conteúdo...

Não extraímos passagens. O livro deve ser desfrutado por inteiro. Para tal, proceda ao download de

terça-feira, 15 de abril de 2014

NOD006. Assassino de Aluguer





No mesmo dia, chegaram três indivíduos estranhos à cidade de Tucson. Um deles era um ex-presidiário condenado pelo juiz Fawcett a alguns anos de prisão quando todos diziam que merecia a forca. Outro, um mestiço, Lone Francis carregado de ódio pelos outros humanos e disponível para alugar a arma ao melhor preço. Finalmente, um jovem, antes criado pelo juiz Fawcett, cujos pais tinham sido assassinados numa noite trágica, imputando a responsabilidade a índios, mas ciente de que um dos que tinham cometido tal acto era Sid Latahm, capataz do rancho Empire. As terras do pai deste jovem, Boston Carvett, acabaram por ser integradas naquela propriedade.
O juiz Fawcett conhecia alguns pormenores comprometedores da vida de Williard Usher, dono de um bar em Tucson, e este resolveu contratar um dos três chegados para o abater: Lois Francis. Ao mesmo tempo, Carvett desafiou Latahm e abateu-o.
Tucson não era uma cidade pacífica mas tinha um xerife activo e honesto que imediatamente sentiu necessidade de atuar. Tratava-se de descobrir qual dos três forasteiros tinha sido responsável pela morte do juiz e apurar as condições da morte de Latham.
Para complicar a questão, Edward Goodman, autor deste interessante livro, provocou um encontro entre Carvett e a filha do dono do «Empire» o que lhes fez despertar sentimentos antes nunca experimentados e a belíssima jovem deu grande ajuda no esclarecimento do problema de Carvett.
Ao fim de alguns sequestros, ameaças, chantagens tudo se veio a resolver e Tucson ficou livre de um assinalável número de pessoas sinistras.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

NOD005. O homem de Dallas


Apresentamos, hoje, um livrinho da Coleção Cow-boy da autoria do grande novelista Jess Mc Carr (pseudónimo para Jesus Navarro que também usou o de Cliff Bradley. Nota-s bem que o livro está muito condensado, mas esta capa vale bem a publicação. Quem não gostaria de levar um tiro para ser socorrido por aquela menina?!



O homem de Dallas

quinta-feira, 3 de abril de 2014

NOD004. Ataúde para uma loira

Nesta novela, Kane traz-nos um conjunto de personagens que nos ajudam a formar uma ideia sobre a vida nos estados fronteiros com o México logo após a Guerra Civil Americana. A personagem central assume a identidade de um amigo que foi forçado a abater num duelo de morte desencadeado pelo facto de terem apoiado lados diferentes naquela guerra. Vai encontrar o grande amor da sua vida numa mulher que tem de condenar à forca já que, como advogado, foi designado como promotor da sua acusação e ela tinha morto um homem. Mas seriam as coisas como pareciam? Não teria passado por ali a mão de alguém interessado em condenar a jovem e livrar-se de responsabilidades?
Abater o amigo, condenar o seu amor à forca... é mesmo de Silver Kane
Este foi o primeiro livro da Colecção Califórnia que iniciou a publicação em Portugal no ano de 1959.
A capa, de Bosch Penalva, mostra um duelo perante uma mulher loira, um dos muitos duelos que a personagem central teve de enfrentar para libertar a jovem que tanto o impressionou. «Ataúde para uma loira» é a novela que aqui deixamos disponível para download.

terça-feira, 25 de março de 2014

NOD003. Caminhos Sinistros

Eis a notável novela de Silver Kane intitulada «Caminhos Sinistros», publicada na Coleção Búfalo lá para 1954. Ela está bem repartida em capítulos e apresenta a estrutura seguinte:
Introdução
I – Butler Town, no Wyoming
II – Vagabundo profissional
III – Chegou um homem
IV – A hora da decisão
V – A segunda mulher
VI – A sua dose de chumbo
VII – A morte!
VIII – Outro homem na sua vida
IX – Fronteira de Montana
X – O regresso

sexta-feira, 14 de março de 2014

NOD002. Centauros de Oklahoma


«Centauros de Oklahoma», novela que retrata a odisseia de um conjunto de bandidos que viviam escondidos planeando e executando golpes, á a segunda digitalização completa que publicamos no nosso blog. Do conjunto de bandidos, destaca-se um homem que, nunca tendo tirado a vida ao seu semelhante, acaba por se regenerar pelo amor.
Esta novela tem a particularidade de ter sido a que iniciou a mítica coleção Búfalo, lá para 1954.

quarta-feira, 5 de março de 2014

NOD001. Do outro lado do rio



Lee Cabot constituía enorme pesadelo para os governantes do Texas. O seu nome estava envolvido numa auréola sangrenta, cheia de crueldade. Pelo medo, conquistara o auxílio de quantos se encontravam no território ao qual ele chamava seus domínios.
Um senador e um chefe de patente elevada nos rurais conceberam um plano para a sua neutralização que passava por indultar um antigo companheiro de Cabot a quem este tinha denunciado e roubado a namorada e que tinha sido condenado a prisão perpétua.
Tom Dickens não hesitou. Tinha ali oportunidade de reconquistar a liberdade e de se vingar de dois traidores da pior espécie… e o plano das duas personagens começou a ser executado.
Eis uma boa história de J. de Cardenas, autor muito raro de aparecer nas coleções de livros do Oeste publicados no país: tem apenas 8 registos na Biblioteca Nacional repartidos pela APR e pela IBIS.
A capa, de Provensal, é magnífica e tem ainda, passados mais de cinquenta anos sobre a edição, uma coloração notável.
Leia
Do outro lado do rio

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